A situação política do Corinthians pode provocar uma debandada de jogadores na próxima janela de transferência, inclusive de Memphis Depay e Garro, mas não somente das duas estrelas. Há jogadores mais novos que estudam a possibilidade de deixar o clube no meio do ano. Não é verdade que o ambiente conturbado da política não chegou ao time e ao técnico Dorival Júnior. O próprio Garro comentou isso ao fim do empate deste domingo com o Vitória em Itaquera.
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Uma tentativa de golpe de Augusto Melo foi dada na noite de sábado. O presidente afastado e seus apoiadores alegaram que a decisão do Conselho Deliberativo de afastá-lo do cargo foi ilegal porque o presidente do Conselho, Romeu Tuma Jr., não poderia comandar o rito. Tuminha havia sido afastado do cargo em abril.

O fato é que a noite de sábado foi quente no Parque São Jorge, com a invasão de torcedores e a presença da Polícia Militar. Osmar Stábile, o presidente interino, se recusou a deixar sua cadeira até mesmo para ir ao banheiro. Ninguém sabe o que vai acontecer no clube. Havia uma assembleia dos associados marcada para o dia 9 de agosto para confirmar o impeachment de Melo. O clube deveria marcar depois novas eleições. A agenda caiu. Já não se sabe mais nada no clube.
Fabinho permanece no cargo
Por ora, apenas o gerente de futebol Fabinho Soldado se manifestou dizendo que ficará no cargo e tentará de todas as formas blindar o elenco do imbróglio político do clube. A janela de transferência pode ser o caminho de muitos atletas. Todos têm contrato.
Mas o próprio Corinthians precisa vender atletas para fazer dinheiro nesta temporada. De acordo com Stábile, não há dinheiro no caixa para pagar os salários dos jogadores nem dos colaboradores. A saber: a dívida é de R$ 2,5 bilhões. O Corinthians teria R$ 160 milhões para receber de repasses de jogadores.





