A seleção brasileira contratou o treinador do momento na Europa, apesar de uma temporada ruim com o Real Madrid. A entidade sempre buscou os técnicos mais badalados para comandar o Brasil, mas sempre um brasileiro, que vencia jogos no país e ganhava campeonatos. Foi assim com Vanderlei Luxemburgo, Felipão, Mano Menezes, Emerson Leão, Tite e até Dorival Júnior, o último a ser demitido do cargo no mês passado.
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Mas nunca a CBF buscou no mercado europeu um dos melhores técnicos do mundo. Carlo Ancelotti foi anunciado como o novo comandante da seleção brasileira nesta segunda-feira. Ele começa no dia 26 de maio, um dia depois do término do Campeonato Espanhol. Ancelotti tem 65 anos e nunca comandou uma seleção.

A chegada de Ancelotti fez o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, falar na conquista do hexacampeonato mundial. Calma lá, presidente! O Brasil ganhou o penta em 2002, sob o comando de Felipão, e, depois disso, nunca mais brigou pelo título. Ancelotti muda o cenário das disputas e recoloca o Brasil como favorito a ganhar a próxima Copa, desde que os jogadores entendam sua chegada. Ele tem todos os predicados de um treinador campeão, com carisma e respeito na Europa.
Alguns títulos de Ancelotti
5 Champions League
1 Copa Intercontinental da Fifa
5 Supercopa da Uefa
3 Mundial de Clubes
1 Campeonato Italiano
1 Supercopa da Itália
1 Copa da Itália
2 Campeonato Alemão
2 Supercopa da Alemanha
1 Campeonato Inglês
1 Copa da Inglaterra
1 Campeonato Francês
2 Campeonato Espanhol
2 Copa do Rei
Ancelotti já trabalhou com jogadores brasileiros renomados do passado, como Kaká, Dida, Cafu, Rivaldo, Roque Júnior, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Pato… Mais recentemente, ele comandou Vini Jr., Rodrygo e Endrick, por exemplo, na Espanha. Ancelotti jogou na Roma ao lado de Paulo Roberto Falcão, um dos melhores jogadores do mundo e da lendária seleção de 1982.
Precisa ‘acordar’ os jogadores agora
O futebol da seleção brasileira pode ganhar muito com Ancelotti no comando, desde que a parte política da CBF não atrapalhe o seu trabalho e que os jogadores ‘acordem’ com a camisa do Brasil. Sua chegada pode ser também um bom escudo para a gestão de Ednaldo Rodrigues até 2030. Isso se ele permanecer no cargo.

O treinador italiano terá de conhecer melhor os jogadores que atuam no Brasil, como o atacante Pedro, do Flamengo. Há o ‘fator’ Neymar, conhecido pelo técnico, mas, por ora, sem informação sobre sua condição física. Na verdade, Neymar passa a ser mais um jogador de um possível elenco nacional. Ele não é mais o ‘presidente’ do vestiário. Esse cargo agora é de Ancelotti. Suas referências serão dos atletas que atuam na Europa. Os selecionáveis que atuam no Brasil podem perder espaço.
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Por isso que Ancelotti precisa de olhos e mentes brasileiras ao seu lado. Ele pode requisitar ex-jogadores com quem trabalhou. Kaká pode ser um desses. O amigo Falcão também. Cafu seria mais uma opção. A CBF vai fazer o que Ancelotti pedir.
Seu trabalho será rápido. Não há tempo para conhecer o futebol brasileiro em sua raiz. Nem para erros. Ele assume o time para ganhar jogos nas Eliminatórias e conquistar uma Copa do Mundo, a de 2026. Italiano que é, vai se encantar com o Brasil. Não há dúvidas disso. Mas ele terá um ano no comando de um grupo que não existe e que não vai se reunir muito mais nesta temporada e na outra.





