A CBF vai apresentar nesta quarta o seu calendário para o futebol brasileiro. O único pedido dos principais clubes do país é que eles joguem menos, até 60 partidas por ano. Por ora, isso não será possível. A única decisão da CBF já conquistada é a redução dos Estaduais, que terão a partir de 2026 apenas 11 datas. Alguns torneios serão realizados com dez rodadas.

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Isso significa tirar seis partidas do Paulistão, por exemplo. O presidente Samir Xaud foi irredutível sobre os Regionais e não deu brechas para discussão. Mas ele ainda não teve a mesma postura em relação à Copa do Brasil. A competição deve inchar e ter mais clubes participantes. No entanto, o presidente da CBF tenta “escalar” os grandes times do futebol nacional em fases mais agudas da disputa, como as oitavas de final.

Samir Xaud, presidente da CBF, só conseguiu até agora reduzir datas dos estaduais para no máximo 11 jogos / CBF

O número de rodadas em jogo único também vai aumentar. O risco que a CBF corre é tornar a competição sem atrativos, e fazer com que os clubes percam o interesse por ela. Com rodadas únicas, a CBF mexe nas bilheterias dos clubes, para menos. Ela terá de cobrir essa renda perdida. Samir não vai reduzir os valores da premiação paga aos participantes, sempre um atrativo de destaque da Copa do Brasil. A tendência é pagar mais.

Jogos únicos na Copa do Brasil?

A Copa do Brasil também deve ter jogos únicos nas fases iniciais, as cinco primeiras, mas também nas etapas mais agudas. Ainda não parece claro se a final ficará com duas partidas. A tendência é que seja disputado em jogo único. Se não agora, mais para frente. Dessa forma, a competição também perderá de quatro a cinco rodadas. Assim, com menos jogos nos regionais e na Copa do Brasil, o calendário terá uma redução de nove ou dez datas. Isso equivale a cinco semanas livres para os clubes. É preciso destacar que em 2006, o futebol vai parar a partir de 11 de junho para a Copa do Mundo.

Sem mudanças no Brasileirão

O Brasileirão não sofrerá alteração. O sistema de disputa continuará sendo o de pontos corridos, com 38 rodadas. A Globo já tentou mudar esse sistema de jogo no passado. Mas o formato está consolidado no Brasil. O torneio deve começar em março. Os clubes terão mais semanas livres. Essa é a ideia. Na nova configuração, além da parada para a Copa, a CBF gostaria de dar brechas na tabela com jogos apenas no fim de semana em alguns momentos. Ainda não se sabe se isso será possível.

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Mas é na Conmebol que a CBF navega às cegas. A Confederação Sul-Americana não quer mexer em suas competições. Alega que já fez isso com a escolha das finais em jogo único. O Brasil não tem margens para discutir. Sua única proposta é não disputar jogos da pré-libertadores, de modo a reivindicar uma vaga a mais na fase de grupos. Mas isso não reduz em quase nada as datas do calendário. É muito difícil a Conmebol mexer no formato da Libertadores.

A CBF vai abrir espaço para mais clubes nas Série C e D. A Série D, por exemplo, vai ter 96 times. A C, 28. Samir Xaud descartou criar uma nova divisão no futebol brasileiro, como uma Série E, por exemplo. As competições regionais, como Copa do Nordeste, podem ser valorizadas e abraçar mais clubes. Mas também terá jogos únicos em algumas fases.

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