Lionel Messi se despediu neste domingo do Mundial de Clubes que a Fifa organiza no quintal de sua casa. Se ainda restaram motivos para uma última reverência dos fãs e até dos adversários, não houve espaço para lágrimas, reclamações e lamentos. Afinal, Messi e seus companheiros estrelados foram engolidos e sufocados por uma atuação avassaladora do Paris Saint-Germain, que finalmente mostrou a que veio no torneio.

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Diante de um Inter Miami travado, perdido e irreconhecível, o PSG entregou o que se espera de um projeto bilionário com mais de uma década de investimento. Deu aula de futebol moderno: marcação alta, rotação de posições, ocupação racional dos espaços, imposição física e presença ofensiva constante.

Messi e o seu Inter Miami dão adeus ao Mundial de Clubes depois de sofrer goleada do PSG nas oitavas de final / Inter Miami

Mais do que técnica ou talento, o que se viu foi um sistema com poder de marcação eficiente que atua em favor da engrenagem construída por Luís Enrique para não deixar o adversário respirar. O PSG não apenas jogou bem: impediu que o Inter Miami tivesse sequer a chance de tentar jogar. A bola mal chegou aos pés de Messi e, quando chegou, ele já estava oprimido pelo cerco tático. A pressão na saída de bola do Miami induziu ao erro.

PSG aplicou uma sentença de morte

O gol contra de Avilés e a falha grosseira de Busquets no segundo gol são frutos diretos dessa estratégia sufocante, que comprime o campo e transforma qualquer erro em sentença.

O time francês ignorou solenemente a presença de Messi, apesar da melhora dele e de todo o Miami no segundo tempo. Na maior parte do tempo, o time francês reduziu à condição de figurante um dos maiores jogadores de todos os tempos. Fez do Inter Miami — recheado de nomes como Suárez e Busquets — o que se chama, na linguagem do boxe, de sparring de luxo. Mas o cenário não surgiu por acaso. Ele foi imposto pela postura tática do PSG, que dominou os espaços e não permitiu esboço de reação do time americano.

A condução da partida foi milimetricamente francesa. No ritmo do Paris. Na intensidade de Vitinha, na verticalidade de Hakimi, no brilho técnico e criativo do camisa 7 georgiano, Kvaratskhelia, que parece ter encontrado em Paris o palco ideal para se firmar como estrela global. Um show conduzido com classe e autoridade. Sem sustos!

Dembélé conduziu o PSG para as quartas de final do Mundial de Clubes da Fifa: 4 a 0 sobre o time de Messi / PSG

Difícil acreditar que esse mesmo Inter Miami chegou a abrir 2 a 0 contra o Palmeiras, na partida que garantiu a classificação de ambos. Mas nada no domingo foi acidental. O apagão do time americano se deveu, exclusivamente, ao poderio parisiense. O PSG não apenas venceu — ele impôs. Ele desmontou, desmontou-se e remontou dentro do campo, com uma plasticidade que há muito não se via no clube. E, mais do que tudo, deu a entender que desta vez pode, sim, ir até o fim.

Contra Flamengo ou Bayern?

Agora, o PSG aguarda o vencedor de Flamengo x Bayern de Munique nas quartas de final. E espera de peito estufado, certo de que tem time, momento e bala na agulha para encerrar o ano com a performance dos sonhos.

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A conquista do Mundial seria mais do que um título — seria o selo de sucesso, a cereja no bolo de um projeto iniciado em 2011, quando o clube foi comprado pelo Qatar Sports Investments, braço financeiro do bilionário Tamim bin Hamad Al Thani, hoje emir do Catar. Uma aposta em glamour, grife, domínio e excelência — que por anos esbarrou em frustrações na Liga dos Campeões, mas que agora vive a fase do encantamento.

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