Cercado de tensão dentro e fora de campo, o dérbi desta quarta-feira no Allianz Parque carregava a velha rivalidade entre Palmeiras e Corinthians como uma corrente elétrica prestes a estourar. E estourou cedo. Aos 13 minutos de jogo, o clássico foi praticamente decidido — não por um gol, mas por uma expulsão.

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Talvez insuflado pelo clima da arquibancada, que pedia “faca nos dentes” contra o arqui-inimigo, Aníbal Moreno perdeu a cabeça. Em meio a um empurra-empurra na área corintiana, durante cobrança de escanteio, desferiu uma cabeçada em Martínez. O VAR viu, chamou o árbitro Anderson Daronco e o cartão vermelho saiu. A partir dali, o Palmeiras, que já tinha a missão de reverter a derrota no primeiro jogo, se perdeu diante de um Corinthians sólido, bem posicionado, que fez o jogo correr ao seu ritmo.

Gustavo Henrique e Bidu marcaram para o Corinthians na vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras no Allianz Parque / Corinthians

Mas reduzir a vitória apenas à expulsão seria injusto. O Corinthians venceu porque foi melhor nos dois jogos. Ganhou em casa com autoridade e ampliou a vantagem no campo do rival, jogando com inteligência. E com um toque de ironia: fez dois gols justamente de bola parada — arma tão tradicional do adversário.

Gol de Matheus Bidu

O destino ainda guardava outra ironia: aos 40 minutos do primeiro tempo, Memphis Depay, destaque corintiano, deixou o campo contundido. Enquanto ele ainda caminhava para o vestiário, Garro cobrou o escanteio que encontrou Mateus Bidu livre para abrir o placar. No início da segunda etapa, nova cobrança de Garro, e Gustavo Henrique subiu alto para fazer 2 a 0 e selar a classificação.

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A torcida palmeirense, que até os 40 minutos do segundo tempo apoiava o time, se rendeu à frustração. Vieram os gritos de “time sem vergonha” e, logo depois, cobranças diretas a Abel Ferreira. O técnico, maior da história do clube, devolveu com aplausos irônicos — gesto que expõe feridas abertas.

Cicatrizes após o dérbi

O dérbi deixa cicatrizes de um lado e euforia do outro. Poucos apostavam no Corinthians antes da bola rolar, mas o time de Dorival Júnior respondeu com autoridade: venceu os dois jogos, mostrou força e se credenciou não necessariamente como favorito, mas como um azarão perigoso, capaz de correr por fora até o fim da Copa do Brasil.

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