Ainda é cedo para entender a sucessão da presidente Leila Pereira no Palmeiras? Mais ou menos. Ela tem mais dois anos e meio de mandato antes de deixar o clube e muita coisa para fazer. Leila cumpre seu segundo período como presidente, como permite o estatuto do Palmeiras. Ela não pode concorrer mais, a não ser que as regras do jogo sejam modificadas. Há um acordo para a situação continuar seus passos no comando do clube na eleição de 2027 com o vice-presidente Paulo Buosi. Ou havia. Buosi é homem de confiança no clube. Paulo Nobre começou essa caminhada ao recolocar o Palmeiras nos trilhos. Ele “elegeu” Maurício Galiotte, que passou o bastão para Leila e que deveria ceder a cadeira para Buosi. Mas isso pode não acontecer.
Há quem diga no Palmeiras que o combinado numa mesa de restaurante para a sucessão de Leila pode ser descombinado. E o candidato da situação não seja mais Paulo Buoso e sim o vice-presidente de marketing Everaldo Coelho. Ambos fazem parte do time da presidente.
Buosi era o escolhido da vez
Coelho ajudou a compor a chapa da presidente nas últimas eleições, sua segunda no clube. Ela liquidou a oposição. Uma movimentação nesse sentido, de trocar Buosi por Coelho, começa a ser ventilada no Palmeiras. Buosi nunca se colocou como candidato nas eleições. Discreto, é um palmeirense que trabalha nos bastidores, optou por não aparecer, mas está sempre ao lado de Leila e das coisas do futebol.
Ele tem sido o braço-direito da presidente. Buosi é vice-presidente, como foi Galiotte um dia antes de assumir o clube. Buosi esteve no Mundial de Clubes com a presidente e acompanha o time em todos os jogos. Mas pode não ser mais o candidato da presidente nem do seu marido dela, José Roberto Lamacchia.

Até então, Paulo Buosi estava na ponta dessa “fila” da política interna do Palmeiras. Há um combinado para isso. Galiotte deve interceder por ele e para que não se mude o combinado, como fez semanas atrás sobre a possibilidade de mudar o estatuto do clube para um terceiro mandato de Leila.
Ainda é cedo para qualquer definição nesse sentido. Os emaranhados da política de um clube de futebol tem os mesmos trâmites da política municipal, estadual e nacional. A estrada é longa. Nem mesmo a oposição já se mexeu para escalar um candidato para 2027. Leila ainda mostra-se fechada com Buosi. Sua posição será importante para a sucessão. Ela participou de toda a combinação para fazer de Buosi o novo presidente. Mas ainda faltam dois anos e meio para isso.
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Leila promete entregar o Palmeiras com a saúde financeira em dia, com bons jogadores no elenco, com patrocinadores fechados além de 2027 e com alguns resultados positivos junto à CBF no sentido de melhorar o calendário e implementar um fair play financeiro no futebol, sua nova bandeira. O próximo presidente do clube, portanto, vai pegar uma instituição em boas condições. Mas terá o desafio de mantê-la nos trilhos.





