É difícil conter o entusiasmo com a vitória e a forma com que jogou a seleção brasileira na vitória por 3 a 0 sobre o Chile no Maracanã nesta quinta. Mas é preciso. Calma lá, torcedor brasileiro! Ganhou de “ninguém”. O Chile não vai para a Copa. Portanto, não pode ser parâmetro de nada. A festa foi legal. A torcida no Maracanã estava entusiasmada. Foi bom também ver alguns jogadores de volta, como Paquetá e Luiz Henrique. Mas o Brasil só vai ser testado na Copa, diante de rivais mais fortes e credenciados. Não contra o Chile.

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Dorival Júnior ganhou da Inglaterra e empatou com a Espanha em seus dois primeiros jogos. Mas deu no que deu. Carlo Ancelotti não é Dorival. Então, é preciso dar alguns méritos ao time. Tenho gostado dos comentários curtos do ‘mister’ e da sua postura. O treinador não está no Brasil para brincadeiras, firulas e férias. Ancelotti sabe exatamente onde está e o que se espera dele, mesmo com todos os confetes atirados sobre os seus ombros.

Brasil ganha do Chile por 3 a 0 no Maracanã e deixa torcedor entusiasmado com o time de Ancelotti / CBF

A seleção precisou de um técnico italiano para resgatar parte da sua essência, que é jogar no ataque, em busca do gol, ora pela direita, ora pela esquerda, ora centralizada, com dribles, passes e puxetas… Mas quero ver fazer isso contra Espanha, Argentina, França, Holanda, Inglaterra…

Sem Neymar

É bom ter começado a fazer com as ‘babas’, como o Chile, porque nem isso estava conseguindo. Ancelotti chamou jogadores com apetite, como Paquetá e Luiz Henrique, ou João Pedro e Wesley. Em três meses, Ancelotti motivou a todos. Faz questão de dizer que a lista dos 26 está aberta e que não há “presidente” no vestiário, como era considerado Neymar. Aliás, Neymar está inteiro e não foi chamado. Não é mais a referência. Seu tempo passou e ele não soube aproveitar. Pode até estar no grupo, mas não como o craque de quem se espera soluções em campo.

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Sob o comando de Ancelotti, o Brasil vai tentar ser competitivo contra rivais de terceiro escalão, como será diante da Bolívia, na semana que vem, ou ainda em amistosos contra adversários de escolas asiáticas, como Japão e Coreia do Sul, e africanas. Mas como a escuridão reinava e a seleção estava nas trevas, qualquer luz nos tira do fundo do poço. Por ora, temos um excelente treinador, alguns bons jogadores, um esquema de jogo sendo formado e uma torcida louca para apoiar o time.

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