O Corinthians sofreu mais um duro golpe fora de campo. Em suas finanças. O Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), última instância da Justiça desportiva internacional, condenou o clube a pagar R$ 41 milhões ao meia paraguaio Matías Rojas, que deixou o Parque São Jorge no ano passado alegando atrasos salariais.

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A decisão é definitiva e, se não houver pagamento dentro do prazo estipulado, de 45 dias, o Corinthians corre risco de sofrer novo transfer ban, impedindo a inscrição de reforços. Já existe um transfer ban aplicado ao clube no valor de R$ 33 milhões referente ao caso da compra de Félix Torres ao Santos Laguna, do México. O clube também não pagou a dívida. Era questão de tempo para as contratações sem dinheiro estourarem no Corinthians.

Matías Rojas processou o Corinthians na Fifa e vai receber R$ 41 milhões por falta de pagamento / Corinthians

A condenação expõe, mais uma vez, o tamanho da crise institucional e administrativa que o Corinthians atravessa. Não é apenas um problema de fluxo de caixa — é uma questão de gestão. O caso de Matías Rojas poderia ter sido evitado com diálogo, transparência e planejamento. O jogador acionou a Fifa em 2024, denunciando salários atrasados, luvas não pagas e a quebra de confiança contratual. Ele está atualmente no Portland, dos Estados Unidos. O Corinthians, então sob o comando de Augusto Melo, ignorou os sinais e apostou em uma reversão que nunca veio.

Matías era apenas razoável

Matías Rojas pouco entregou em campo. Chegou como aposta para ser titular no meio, mas nunca se firmou, seja por questões técnicas, seja por adaptação ao futebol brasileiro. Ainda assim, sua saída custará caro ao clube. É o retrato de um Corinthians que contrata sem lastro financeiro e que sofre as consequências da própria desorganização. O presidente caiu e Osmar Stábile assumiu o abacaxi.

A dívida de R$ 41 milhões é pesada até para os padrões do Corinthians, que já convive com problemas no pagamento da Arena em Itaquera e uma série de outras pendências jurídicas. A nova condenação deve servir de alerta. Enquanto rivais como Flamengo e Palmeiras conseguem organizar seus contratos, administrar receitas e manter um nível competitivo em campo e nas finanças, o Corinthians segue acumulando processos, dívidas e manchetes negativas. O reflexo é imediato: afeta a credibilidade, assusta patrocinadores e afasta investidores. Nesta semana, o clube fez uma oferta a Memphis Depay para pagar em prestações os R$ 18 milhões que deve ao atacante.

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O caso Rojas não é isolado, mas bastante simbólico. Ele mostra como a má gestão pode ser mais letal que uma derrota dentro das quatro linhas. O Corinthians precisa se reorganizar urgentemente para não transformar episódios como esse em rotina. O time tenta ganhar a Copa do Brasil e se sustentar no Brasileirão. Neste ano, festejou a conquista do Paulistão sobre o Palmeiras, numa de suas poucas alegrias na temporada.

Rojas x Corinthians

Julho de 2023 – Matías Rojas, meia da seleção paraguaia, é contratado pelo Corinthians após o fim de seu contrato com o Racing-ARG. Chega sem custos de transferência, mas com luvas e salários altos.

Agosto a dezembro de 2023 – O jogador tem algumas boas atuações iniciais, mas perde espaço no elenco. Internamente, já havia reclamações de atrasos em pagamentos de direitos de imagem e luvas.

Janeiro de 2024 – Rojas aciona a Fifa alegando atrasos salariais e quebra contratual. Deixa o clube de forma unilateral, amparado pela legislação esportiva internacional.

Abril de 2024 – A Fifa condena o Corinthians ao pagamento de indenização a Rojas, em decisão inicial. O clube recorre ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça.

Setembro de 2025 – O CAS mantém a decisão da Fifa e condena o Corinthians ao pagamento de aproximadamente R$ 43 milhões a Rojas, valor que inclui salários atrasados, luvas e multa por quebra contratual. A decisão é definitiva e sem possibilidade de novo recurso. O Corinthians precisa quitar a dívida para não sofrer novo transfer ban.

Este texto foi escrito com ajuda de IA e editado pelo The Football

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