A seleção brasileira jogou pela primeira vez como o Real Madrid de Carlo Ancelotti. O treinador italiano multicampeão pelo clube espanhol precisou de três meses e algumas leituras de seus jogadores para formar um time e um jeito de atuar moderno, com mais velocidade, nos contra-ataques e com passes rápidos. Aquela apatia e desinteresse desapareceram. Os volantes Casemiro e Bruno Guimarães também são armadores.

Siga The Football

Fazia tempo que o torcedor não se empolgava tanto com o Brasil. Menos até pelo placar elástico de 5 a 0 e mais pela maneira competitiva de atuar. Vale ressaltar que o próprio Ancelotti escolheu a Coreia do Sul como adversária para testar a transição do time asiático e a marcação do Brasil, mas também para testar a própria transição da seleção brasileira. A equipe foi bem nos dois fundamentos táticos.

Rodrygo marcou dois gols e foi eleito o melhor do jogo na vitória do Brasil sobre a Coreia do Sul em Seul / Real Madrid

Mas o que mais chamou a atenção, principalmente no primeiro tempo, foi a velocidade do quarteto formado por Estevão, Rodrygo, Matheus Cunha e Vinicius Júnior. Não havia um camisa 9 de ofício. O mais próximo disso foi Matheus Cunha, mesmo assim o atacante joga muito fora da área. Os atacantes do Brasil foram “imarcáveis”.

Saídas coordenadas

A saída de trás para o ataque foi feita de forma coordenada e rápida. Em alguns momentos, a condução da bola atrapalhou. Mas isso é um detalhe a ser corrigido. O toque tem de ser mais rápido. Os passes fluíram com mais frequência e isso deu dinâmica ao jogo brasileiro. Lembrou os bons tempos do Real Madrid. Em campo, a seleção tinha três jogadores do clube merengue: Militão, Vini Júnior e Rodrygo, com a camisa 10.

Ancelotti sabe que há muitos talentos no futebol brasileiro. O que ele faz nesses primeiros meses no comando, já com algum resultado, é transformar esses talentos num time com uma maneira de jogar mais dinâmica. O Brasil aumentou a rotação. O treinador italiano valoriza as qualidades dos seus jogadores, como a velocidade e o drible de Vini e Estêvão ou os arremates de Rodrygo. Deu certo em Seul.

Estêvão marcou dois gols na vitória do Brasil por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul e vai cavando o seu espaço na Copa / CBF

Golaços de Vini, Estêvão e Rodrygo

Nesta semana, o técnico da seleção inglesa, Thomas Tuchel, apontou o Brasil como um dos três favoritos para ganhar a Copa do Mundo, ao lado de Argentina e Espanha. Os torcedores brasileiros preferem esperar um pouco mais. É claro que a avaliação da partida passa pela qualidade (baixa) do rival sul-coreano. Também é preciso levar em conta a necessidade de uma regularidade. A Argentina e a Espanha, por exemplo, jogam bem há anos. O Brasil fez apenas um bom jogo.

Os gols do Brasil foram golaços, marcados por Estevão (2), Rodrygo (2) e Vinícius Junior. No fim das contas, a Coreia do Sul acabou sendo um adversário mais fácil do que se esperava. Mas o teste valeu. Na terça-feira, a seleção encara o Japão, em Tóquio. Em novembro, os amistosos serão contra a escola africana, para em março do ano que vem o time de Ancelotti enfrentar os rivais que ele mais conhece, os europeus.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui