O Santos entrou em campo para o duelo com o líder do campeonato pressionado, carente de pontos e de esperança. Saiu do Allianz Parque derrotado pelo Palmeiras — e ainda mais aflito. Não apenas pelo resultado, mas pela ausência que mais doeu: Neymar. Nem no banco o craque estava. E isso, no dia em que o clube mais precisou dele, é inaceitável. É preciso deixar claro porque Neymar não jogou.

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A versão oficial da comissão técnica sustenta que Neymar — após mais de 45 dias afastado para tratar uma contusão — ainda não reúne condições físicas para ser relacionado. Médicos e preparadores apontaram risco, e Vojvoda acatou. Mas há, nos bastidores, uma explicação extra-oficial que preocupa ainda mais: Neymar não quis jogar no gramado sintético do Allianz Parque.

Neymar deverá ser titular no domingo contra o Flamengo, no Maracanã, Rio: time está no Z4 / Santos FC

Não é segredo que o atacante rejeita jogar em grama artificial. Chegou a liderar um movimento público de atletas pela preservação do gramado natural. E tem todo o direito de defender sua visão sobre a profissão. O que ele não pode é transformar uma causa pessoal em prioridade absoluta num momento de emergência coletiva.

Santos ameaçado de cair

O Santos não vive dias normais. Vive à beira do precipício, lutando contra um rebaixamento que seria devastador. Cada jogo é uma decisão. Cada minuto em campo pode salvar uma história centenária. Portanto, nenhum jogador — por maior que seja — pode se dar ao luxo de escolher quando atuar.

Neymar possui um estafe próprio, um círculo de profissionais que determina seus passos, seu tratamento e seu plano de acomodação física. Mas quem deve ter a palavra final no Santos é Juan Pablo Vojvoda, não o entorno de uma estrela. O clube paga salários, estrutura e aposta todas as fichas em seu talento. É no mínimo razoável esperar contrapartida.

Hora do sacrifício

Mesmo aquém do ideal físico, Neymar poderia contribuir. O simples fato de estar no banco, de se colocar à disposição, de transmitir energia e confiança ao elenco já faria diferença. Tecnicamente, continua sendo muito acima da média — e é a última esperança de que o Santos escape desse calvário.

O momento exige sacrifício. Exige liderança. Exige amor ao clube que o projetou ao mundo. Neymar sempre declarou devoção ao Santos. Pois é chegada a hora de provar. A torcida não precisa que ele poste carinho nas redes sociais, mas que se entregue em campo. Não há tempo a perder para preferências pessoais ou indisposições pontuais. O Santos precisa de Neymar agora — não quando o gramado for do agrado dele.

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Ou o camisa 10 se coloca ao lado do clube no momento mais difícil de sua história, ou sua volta será lembrada não como redenção, mas como omissão.

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