Leonardo de Sá
O Santos precisará adotar cautela e paciência para avançar em uma possível negociação por Gabigol. O principal obstáculo no momento é o alto salário do atacante no Cruzeiro, R$ 2,5 milhões por mês, valor que o clube não tem condições de arcar integralmente. Diante desse cenário, a tendência é de que qualquer conversa mais concreta fique para 2026.
Mesmo com o interesse em repatriar o menino da Vila, a diretoria santista avalia que um acordo rápido está fora do radar. A avaliação interna é de que, ainda que o jogador esteja sem clima no Cruzeiro, os moldes financeiros do contrato tornam a operação complexa e distante de um desfecho no curto prazo. O Santos gostaria muito de ter Gabigol, mas não tem dinheiro. Precisa se desfazer de alguns jogadores, como Tiquinho Soares.

Salário trava avanço
Gabigol tem vínculo com o Cruzeiro até dezembro de 2028 e recebe um dos maiores salários do futebol brasileiro. Apesar de enxergar com bons olhos um retorno ao Santos — tanto pela identificação com o clube quanto pela possibilidade de voltar a morar na Baixada Santista e atuar ao lado de Neymar —, o atacante está confortável com o contrato atual. Ele já fez isso no Flamengo, quando esperou o seu vínculo acabar para deixar o clube do Rio.
O acordo com o Cruzeiro foi costurado com a participação de Alexandre Mattos, atualmente diretor de futebol do Santos, que mantém boa relação com o jogador. Ainda assim, Mattos conhece em detalhes os termos do vínculo e tem ciência de que uma negociação exigiria ajustes profundos, sobretudo no aspecto financeiro.
Gestão financeira dita ritmo
No momento, a principal prioridade do Santos é a renovação contratual de Neymar, cujo custo mensal já representa um impacto significativo na folha salarial do clube. Também não há dinheiro para Neymar. Internamente, a diretoria entende que viabilizar outra contratação de grande porte exigiria uma reformulação do elenco e um reequilíbrio nos salários.

A venda de atletas não está descartada em caso de propostas consideradas vantajosas, mas o Santos reconhece a dificuldade de reduzir a folha no curto prazo. Sem essa margem financeira, não há espaço para abrir negociações com Gabigol. Por isso, a estratégia passa por aguardar um cenário mais favorável antes de retomar o tema. O clube precisa vender antes de comprar.
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Gabigol ainda tem contrato com o Cruzeiro até o fim de 2028. No entanto, uma sequência de acontecimentos passou a colocar em xeque o cumprimento integral do vínculo. Entre eles está o pênalti desperdiçado na semifinal da Copa do Brasil, além da chegada de Tite ao comando da equipe, o desgaste com a torcida e a perda de espaço no elenco ao longo da temporada com Leonardo Jardim.
Apesar do cenário de incerteza, nada está definido até o momento. Clube e jogador seguem aguardando os próximos passos, sem decisão oficial sobre permanência ou eventual rescisão contratual do atacante. Tite já assumiu o comando do Cruzeiro.





