Já faz alguns anos que a Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha, deixou de ser a principal competição para testar, descobrir e revelar garotos no futebol brasileiro. A principal característica do torneio sempre foi essa. Mas a condição foi atropelada pelo desenvolvimento das categorias de base dos clubes e da utilização desses meninos nos times de cima antes mesmo dos 18 anos.

Endrick e Estevão

Aconteceu com Estêvão e Endrick, por exemplo, ambos do Palmeiras. No passado, a Copinha era a antessala do futebol profissional, e só os melhores “subiam”. Casagrande foi um deles, assim como Falcão e tantos outros.

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Atualmente, boa parte desses meninos, quando chegam para a Copinha, já foi testada e aprovada, alguns garotos estão em seus respectivos times principais e outros, os melhores deles, já foram até vendidos para a Europa. Essa é a nova realidade do futebol da garotada no Brasil. O que não mudou é a eterna esperança da outra parte desses meninos de chegar lá. E, assim, fazer o primeiro contrato profissional e se firmar na carreira. Portanto, já não é mais como antigamente.

Copinha 2026 começa no dia 2 de janeiro, com 128 times: o São Paulo tem a chance de defender o título / FPF

Com toda a evolução física e psicológica no futebol, não é de se duvidar que esses meninos tenham mais longevidade na carreira e cheguem aos 40 anos atuando em bom nível. Já há alguns jogadores nessa condição, como o zagueiro Thiago Silva, agora do Porto, mas antes do Fluminense, o goleiro Fábio, do Flu também, e o atacante português Cristiano Ronaldo, do Al-Nassr.

As bases engoliram a Copinha

Portanto, a Copinha não serve mais para os grandes clubes, que são estruturados e já focam no desenvolvimento e na revelação de suas crias. Mas então para que serve a Copinha? Serve para os clubes menores apresentarem seus garotos, de modo a despertar interesse nos times mais endinheirados do país ou de fora, a fim de negociá-los ou fazer algum tipo de parceria rentável. Os pequenos ainda apostam na Copinha.

São Paulo ganhou a Copa São Paulo de Futebol de Juniores em 2025: decisão foi contra o Corinthians / SPFC

Para as grandes equipes, como Flamengo, Corinthians, São Paulo, Cruzeiro, Palmeiras e outras, no entanto, a competição que começa dia 2 de janeiro serve para “alimentar” o mercado nacional e fazer a engrenagem do futebol girar, além, claro, de se valer desses mesmos garotos no time principal.

Veja o caso do volante Breno Bidon, do Corinthians, de 20 anos apenas. Ele foi campeão da Copinha “antes do tempo” para se tornar titular no time de Dorival Júnior e ser decisivo nas duas conquistas do clube neste ano, o Paulistão e a Copa do Brasil. É um garoto-veterano. Além de ajudar dentro de campo, Bidon é “dinheiro em caixa” para o clube que o formou.

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De modo que a Copinha deveria crescer. Deixar de ser um torneio de um mês apenas para virar uma competição mais bem estruturada, com o mesmo nome e tradição, de um semestre. De modo a dar mais rodagem de formação para os garotos e movimentá-los em um torneio na antessala da profissionalização ou até para a confirmação da carreira. Já há disputas regionais, estaduais e nacionais das categorias de base no Brasil, mas nenhuma delas com a relevância da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

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