A pequena mostra do Flamengo na temporada foi absurda. O time dominou o Vasco, outro gigante do Rio, e ganhou por 1 a 0. O resultado pouco importa, apesar da necessidade da vitória do rubro-negro no Campeonato Carioca. O que se viu foi um futebol assustador de um elenco que acabou de voltar das férias. Ou seja: o Flamengo não está pronto. Foram 61% de posse de bola, 31 chutes a gol e 12 escanteios num clássico. O Vasco não chutou contra Rossi. Foi assustadora a diferença de potência e qualidade técnica. Nem no físico o Vasco se deu bem.
É preciso parar para entender o que vai ser esse Flamengo em 2026, que ainda pode ter a chegada de Lucas Paquetá. É uma seleção na concepção da palavra. Os jogadores são os melhores do Brasil. Mas é muito mais do que isso. Há uma comunhão no vestiário que sobe para o campo toda vez que o time joga. A ideia do jogo é diferente. A bola é bem tratada. Há um carinho pelo futebol. Há também alegria. Não se tem notícias de vaidade, mas se ela existe é rapidamente contornada.

A alegria de ganhar é capaz de dar tudo isso a um time. O Palmeiras era exemplo disso. E o Flamengo ganhou o Brasileirão e a Libertadores no ano passado. Mas ainda não é só isso. A torcida tem sido testemunha de um futebol competitivo e desequilibrado em favor do Flamengo como se viu diante do Vasco nesta quarta. A concepção geral coloca Cruzeiro e Palmeiras no mesmo patamar do Flamengo. Tenho minhas dúvidas sobre isso. Os clubes só falam de reforços e contratações e os técnicos estão sempre esperando um “salvador”, quando deveriam armar seus times com o que têm e tentar dar a eles uma melhor condição técnica, física e tática. Há muita pobreza de ideias nos outros times.
Fla pode ter seu melhor ano
O Flamengo tem tudo isso e dinheiro. Além da qualidade dos seus jogadores, há ideias de jogo e de posicionamento. Filipe Luís pensa rápido e não arrasta decisões. Erra e acerta para um treinador em seu segundo ano de profissão. Mas tem ainda o sabor na boca de disputar uma bola e motivar os seus jogadores com isso. O Flamengo tem apetite. Portanto, há muitas qualidades neste elenco, nesta comissão e até na diretoria, que não atrapalha com algumas outras por aí. Só isso já é um mérito. As receitas chegam aos baldes e há vários ovos nas cestas.
De modo que o que mais surpreendeu no clássico foi o fato de o time ser “convocado” para jogar o Estadual depois de apenas uma semana de pré-temporada. Não era para jogar. A direção entregou o Carioca ao sub-20, mas não deu certo. A ideia era boa, mas a execução foi ruim. O que todos devem estar imaginando é como será esse Flamengo com mais tempo, mais treino e mais jogos.
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O futebol prega peças e ambientes ótimos podem mudar feito uma tempestade que se avizinha e não acontece. É verdade. Mas se nada acontecer de anormal na Gávea, o Flamengo pode ter a sua melhor campanha da história no Brasil e na América do Sul em números e conquistas.





