Por Matheus Trunk
São dezesseis clubes lutando por duas vagas de acesso. O Campeonato Paulista da Série A4 de 2026 começa nesta sexta-feira e tem a final prevista para o dia 10 de maio. Portanto, é tiro curto. Na primeira fase, todos se enfrentam uma única vez e os oito melhores se classificam para as quartas de final. Os dois piores colocados são rebaixados para a quinta divisão estadual. Na fase do mata-mata, os jogos são disputados em ida e volta. Em caso de empate, a vaga será decidida pela equipe que tiver melhor campanha nas etapas anteriores. É uma divisão que está na agenda de muitos empresários. Sabe por quê?
Uma das prioridades do Estadual da Série A4 é a revelação de jovens atletas e os times utilizarão jogadores sub-23. De modo que cada equipe poderá utilizar apenas sete atletas acima dessa faixa etária. “Nossa maior dificuldade é a concorrência de competições nas divisões acima da nossa na qual acabam restringindo as possibilidades de contratação”, revela o técnico do Sãocarlense, Rafael Andrade, ao The Football.

Após diversas experiências no futebol paranaense, o treinador de 44 anos vai dirigir o Grêmio Saocarlense. Ele acredita que o clube poderá lutar por uma das vagas para a Série A3. “Nossa meta é o acesso. Entendemos que é uma competição dificílima com grandes adversários”.
Clubes tradicionais e SAFs
O Campeonato Paulista da Série A4 reúne tanto equipes fundadoras da Federação Paulista, como Jabaquara e Nacional, como times mais novos como o Colorado, da cidade de Caieiras, fundado em 2019. Um dos times mais conhecidos que está na divisão é o São Caetano, que foi vice-campeão da Libertadores em 2002. A principal novidade do Azulão está no banco de reservas. Trata-se do experiente Carlos Pracidelli, ex-preparador de goleiros da seleção de Felipão. Ele será auxiliar-técnico no clube do ABC.

As SAFS (Sociedades Anônimas de Futebol) também chegaram à quarta divisão estadual. São modelos de gestão empresarial, com foco no lucro e atraindo investidores privados. Assim, alguns clubes participantes da divisão terão esse modelo, como o Ecus, de Suzano, e a Lemense.
SIGA THE FOOTBALL
Instagram
Facebook
Linkedin
TikTok
Facebook
Mas uma das principais dificuldades da série é o deslocamento. Muitos clubes terão de fazer grandes viagens de ônibus. “Nossa logística foi planejada com antecedência. O que proporciona um conforto para chegarmos em plenas condições para os jogos”, explica Rafael Andrade. The Football entrevistou o treinador do Sãocarlense. Veja alguns trechos:
The Football: Como surgiu a oportunidade de treinar a Sãocarlense?
Fernando Andrade: A oportunidade surgiu através do convite de pessoas ligadas ao Grêmio Sãocarlense que já monitoravam o meu trabalho no Paraná.
Mas o senhor tem experiência no futebol do Paraná. Existe muita diferença entre o futebol deste Estado com o de São Paulo?
O futebol no Brasil é competitivo em todos os Estados. De modo que acredito que a diferença entre o Paraná e São Paulo seja que no Sul o jogo tem mais contato físico e em São Paulo a velocidade do jogo é maior.
Como foi montado esse grupo que disputará a Série A4?
Definimos um modelo de jogo para ser competitivo e a partir desse modelo montamos a equipe cujos jogadores têm as características que atendem à nossa maneira de jogar.
As equipes poderão utilizar cinco jogadores acima de 23 anos. Quais foram os atletas dessa faixa de idade que vocês trouxeram?
Ainda vamos anunciar.
Como o senhor analisa a estrutura do clube?
Na verdade, o Grêmio Sãocarlense tem uma estrutura que nos possibilita ser competitivos. Estamos com muita chance de conseguir o acesso.
Quais são as maiores dificuldades para um time de interior jogar uma divisão como essa?
Acredito que a nossa maior dificuldade é a concorrência de competições nas divisões acima na qual acabam restringindo as possibilidades de contratação e montagem de equipe.
São Carlos fica no meio do Estado. Quanto as viagens afetam vocês?
Nossa logística foi planejada com antecedência, o que nos proporciona um conforto para chegarmos em plenas condições aos jogos.
Qual é a meta do São-Carlense?
A nossa meta é o acesso. Entendemos que é uma competição dificílima e com grandes adversários, mas estamos nos preparando para jogar um futebol competitivo e consistente, fazendo por merecer o acesso e, posteriormente, o título.





