Leonardo de Sá

O Arsenal transformou a fase de liga da Champions League em um território de afirmação. A vitória na oitava rodada selou uma classificação invicta para o mata-mata, feito inédito desde a adoção do novo modelo do torneio. Mais do que avançar, os londrinos passaram com autoridade, desempenho que reforça a sensação de maturidade de um elenco que aprendeu a competir no mais alto nível europeu. Pep Guardiola, do City, disse recentemente que o melhor time do mundo é o Arsenal

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Se dentro de campo o time convence, fora dele os números impressionam. O Arsenal é hoje quem mais faturou na atual edição da Champions League, somando premiações por participação, resultados e classificação direta ao mata-mata. A cifra já ultrapassa a casa das dezenas de milhões de euros, colocando o clube no topo financeiro do torneio e ampliando a margem para investimentos e estabilidade em um projeto de longo prazo.

Equipe do Arsenal bateu recorde de invencibilidade na nova fase de liga da Uefa Champions League / Arsenal

Dinheiro e desempenho

A premiação da Champions se tornou um combustível adicional. Cada fase superada representa saltos milionários de receita, e o Arsenal já garantiu valores superiores aos da última temporada apenas por chegar às oitavas: cerca de R$ 372,2 milhões. O cenário anima dirigentes e torcida, que veem o clube voltar ao grupo das potências que aliam competitividade esportiva e saúde financeira.

O contraste é evidente quando comparado a gigantes que ainda dependem de playoffs. Enquanto rivais tradicionais lutam para seguir vivos, os Gunners observam o chaveamento com a tranquilidade de quem fez o dever de casa. A vantagem esportiva também vira vantagem econômica, num ciclo que se retroalimenta.

Na Uefa Champions League, o time inglês do Arsenal faturou um montante recorde de cerca de R$ 372,2 milhões / Arsenal

Martinelli na cola de Henry

Entre os protagonistas, Gabriel Martinelli vive sua edição mais artilheira de Champions. O brasileiro fechou a fase de liga com seis gols, sendo decisivo em jogos-chave. O desempenho o coloca próximo de um recorde histórico do clube, aproximando-o da marca estabelecida por Thierry Henry em uma única edição do torneio.

Martinelli virou símbolo de um Arsenal vertical e agressivo. Seus movimentos em profundidade têm sido arma recorrente, especialmente contra defesas mais expostas. A regularidade chama atenção, e o atacante já deixou de ser promessa para assumir papel de protagonista na competição.

Martinelli se tornou fundamental para o Arsenal avançar na Uefa Champions League nesta temporada / Arsenal

Jesus retorna, Magalhães decide

Gabriel Jesus também começa a escrever seu capítulo de retomada. Após meses afastado por lesão, o atacante voltou a marcar e já soma gols importantes, incluindo dois em um duelo marcante com a Inter nesta fase. O retorno oferece a Arteta uma peça experiente, capaz de mudar jogos grandes. 

Na defesa, Gabriel Magalhães é o porto seguro. Amado pela torcida, o zagueiro se tornou referência em bolas aéreas, fundamento no qual o Arsenal tem se destacado na temporada. Seus gols e intervenções decisivas ajudam a explicar a solidez do time, que sofre poucos gols e compensa com eficiência ofensiva, principalmente em bolas paradas.

Gabriel Jesus, que ficou afastado do clube durante meses, retornou em alto nível  nas competições disputadas / Arsenal

Arteta e o seu plano

Mikel Arteta trata a campanha perfeita com cautela pública, mas o discurso interno é de ambição. O treinador valoriza a invencibilidade e a vantagem no calendário, já que pular os playoffs reduz o desgaste. Ao mesmo tempo, cobra eficiência máxima, sinalizando que o elenco ainda pode produzir mais.

O Arsenal lidera a Premier League e segue vivo em todas as copas nacionais e Champions. A equipe ainda disputa quatro títulos na temporada, algo que recoloca o clube entre os candidatos reais a uma era vitoriosa. Depois de anos de espera, o torcedor volta a confiar que o plano do treinador pode render troféus.

Quem segue no caminho

Além do Arsenal e do Bayern, Liverpool, Tottenham, Barcelona, Chelsea, Sporting e Manchester City também avançaram direto às oitavas. O grupo reúne candidatos tradicionais e elencos estrelados. O mata-mata promete elevar o nível de exigência, onde detalhes costumam decidir destinos.

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Para o Arsenal, o horizonte é claro. A campanha até aqui reacende o sonho europeu, mas também aumenta a responsabilidade. Se mantiver o equilíbrio entre desempenho e ambição, o clube pode transformar uma boa temporada em ano histórico — algo que o Emirates aguarda há tempos.

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