No fim de janeiro, a International Football Association Board, entidade que regula as leis do futebol, decidiu não levar adiante uma proposta de modificação da Lei do Impedimento. Ela foi sugerida pelo francês Arsène Wenger, ex-técnico do Arsenal, de Londres. Ele propôs que a infração só fosse assinalada se o jogador estivesse com o corpo completamente à frente do último defensor. A Fifa estava a favor desta ideia. Mas na opinião dos demais membros da IFAB a mudança poderia gerar dificuldades na organização defensiva das equipes – e, assim, ela não foi aprovada.

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Na mesma reunião também foi rejeitada outra alteração nos movimentos do futebol que conhecemos atualmente: a que previa a introdução de substituições temporárias em situações de choque de cabeça entre os atletas. Portanto, houve uma grande pressão pela adoção de novos protocolos para proteger os jogadores. Dia antes da reunião da IFAB foi divulgada uma carta assinada por mais de 25 ligas e sindicatos.

International Football Association Board é quem decide sobre as regras do futebol: goste ou não a Fifa / Divulgação

Portanto, assinaram o documento a Premier League, da Inglaterra, a MLS, dos EUA, e a Ligue 1, da França, além do FIFPRO, o sindicato mundial de jogadores, da Associação Europeia de Ligas e da Associação Mundial de Ligas. Essa associação solicitou permissão para a implementar substituições temporárias em casos de concussão.

Até Infantino ficou desapontado

Os apoiadores da substituição temporária para atletas com concussão argumentam que dar tempo aos médicos avaliarem a situação fora de campo pode diminuir o risco de agravar uma lesão. “Ficamos desapontados com a posição da IFAB de se recusar mais uma vez em implementar essa regra temporária de substituição em caso de concussão”, disse Luke Griggs, diretor executivo da Headway, uma instituição do Reino Unido que oferece apoio a pessoas com lesões cerebrais.

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De modo que rejeição também causou desapontamento do suíço Gianni Infantino, presidente da Fifa. “A cada reunião da IFAB em que essa regra não é introduzida, se perde mais credibilidade na questão da saúde cerebral no futebol”, disse.

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