Na véspera da semifinal da Copa da Liga Inglesa contra o Newcastle, o auditório do Manchester City testemunhou uma faceta de Pep Guardiola que vai muito além das táticas de posse de bola e de sua experiência dentro de campo. Questionado pela primeira vez em uma década sobre sua motivação para abordar temas sociais, o treinador de 55 anos “entregou um manifesto” sobre a dor humana e a falência da empatia na era tecnológica.
Ninguém sabe o que deu em Guardiola, mas ele foi enfático ao colocar a realidade dos conflitos pelo planeta em sua pauta, como se referiu à Palestina, Sudão e Ucrânia. Disse isso ao se esquecer das análises esportivas do seu Manchester City. Para ele, a clareza das informações atuais não permite mais o refúgio na ignorância ou na neutralidade técnica. “”Será que existe quem veja as imagens do mundo todo e não se afete? Não se trata de posição. Me desculpem, este é o meu sentimento. A morte de milhares de pessoas inocentes me dói”, desabafou o treinador catalão.

O treinador, que sempre se envolveu com a independência da Catalunha, citou casos específicos de violência estatal, como as mortes de Renée Good e Alex Pretti por agentes do ICE nos Estados Unidos, questionando como a humanidade pode chegar à Lua e ainda assim “nos matarmos uns aos outros”.
Palavras fortes de Pep
Guardiola chegou a usar “genocídio na Palestina, reafirmando o termo utilizado pela ONU para descrever a situação em Gaza. Também se colocou no cenário na ajuda que faz a algumas ONGs sobre refugiados no Mediterrâneo e disse que se posiciona “pelos meus filhos e pelas suas famílias”.
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Visivelmente emocionado ao citar sua participação no evento “Act x Palestine”, Guardiola focou no trauma psicológico das crianças que sobrevivem aos bombardeios sem saber o paradeiro de seus pais, tampouco o que está acontecendo na região. “Nós as deixamos sozinhas, abandonadas”, lamentou o treinador do City, que chegou a se questionar se ele poderia comentar sobre esses assuntos.
IA com informações e edição do The Football





