O São Paulo decidiu brigar com a sua própria camisa. O clube oficializou nesta quarta-feira o uniforme principal para a temporada de 2026. A campanha, estrelada por ídolos como Lucas, Calleri e Camilinha, exalta o pioneirismo do Tricolor e abre oficialmente a contagem regressiva para o seu centenário, em 2030. No entanto, o que deveria ser apenas festa virou debate jurídico nos corredores do Morumbis sobre a polêmica da “borda branca” no uniforme.

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O ponto da discórdia é um detalhe estético: o escudo centralizado agora possui uma moldura branca que interrompe a continuidade das faixas horizontais. Meu amigo na Freguesia do Ó, torcedor do time, disse que isso é uma grande bobagem de gente que não tem o que fazer. Segundo conselheiros da oposição ao presidente Harry Massis, o projeto fere o Artigo 157 do estatuto, que exige que as faixas sejam “cobertas inteiramente pelo emblema”.

São Paulo lança sua ‘camisa polêmica’ da temporada 2026: primeiro jogo será contra o Grêmio no Morumbis / SPFC

Para os críticos, a quebra da sequência das listras vermelha e preta é uma aberração que desrespeita a tradição tricolor. Tudo o que aconteceu no clube nos últimos meses não chega nem perto do erro na camisa para alguns conselheiros. Já a diretoria defende que o modelo representa “evolução e adaptação” necessárias para os novos tempos. Mas que novos tempos são esses em que até a camisa é colocada contra a parede e entra na discussão situação x oposição?

Preços absurdos

Apesar do ruído político dentro do Morumbi, a camisa traz elementos de sofisticação, de acordo com a empresa de material esportivo, a New Balance. O marketing trabalha a imagem de DNA Tricolor. Há um patch frontal que festeja os 96 anos do São Paulo. A camisa é bonita, como toda camisa de time de futebol, mas o torcedor terá de preparar o bolso se quiser ter um modelo. A versão “torcedor” custa R$ 399,99, enquanto a versão “jogador” (com tecnologia de performance) chega às lojas por R$ 599.

Camisa do São Paulo ganha uma chamada para o ‘DNA tricolor’ e começa a ser vendida por R$ 599 / SPFC

O modelo vai ser usado pela primeira vez na partida desta quarta-feira contra o Grêmio, pelo Brasileirão. Não é jogo fácil. “Esta é uma camisa que indica o quanto o São Paulo olha para os novos caminhos e desafios… É um símbolo da força e da capacidade de adaptação e de inovação”, disse Eduardo Toni, diretor de marketing do clube, um dos poucos que permaneceram após a saída de Julio Casares.

Cardeais indignos

O fato é que os conselheiros do São Paulo não conseguem nem se entender para lançar uma camisa oficial. O problema não são as listras ou as bordas e até o escudo encoberto. O clube precisa começar a remar todos para o mesmo lado para fazer com que o trabalho de Crespo e dos jogadores não se perca depois de um começo razoável.

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A gestão do Morumbi, no bom português, precisa dar um tempo e parar de pegar pelo em ovo somente para aparecer e mostrar posição. O que a maioria queria já foi conquistado, que era a saída de Casares do poder. Daí para frente até as eleições no fim do ano, os cardeais deveriam ser mais dignos e respeitosos aos cargos que ocupam e trabalhar em prol do São Paulo e do sucesso do seu futebol.

IA com informações e edição do The Football

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