Leila Pereira termina o seu mandato em dezembro de 2027. A mudança de estatuto no clube para uma nova tentativa de reeleição está adormecida, mas não enterrada. Parece que falta muito tempo para as urnas no Palmeiras apontarem um novo comandante, mas não falta. Os pauzinhos já estão sendo mexidos. Leila terá a prerrogativa de escolher o seu sucessor. Ela continua firme no futebol e fazendo constantes melhorias no clube.
Recentemente, apareceu nas redes sociais para entregar as reformas nos vestiários do tênis. Se Leila não puder concorrer, ela vai liderar a campanha da sucessão. A presidente não vai entregar tudo o que fez de mãos beijadas para a oposição ou qualquer outro dirigente que não esteja alinhado com ela e com suas ideias. Também não está descartada a possibilidade de Leila voltar depois de ficar fora por um mandato. Isso o estatuto permite. Portanto, o pleito pode ter surpresas.

Maurício Galiotte, que já foi presidente depois de Paulo Nobre e antes de Leila, pode concorrer nas próximas eleições. Há um desejo de conselheiros em lançar o seu nome e um trabalho de convencimento para que ele aceite. Galiotte nunca se afastou do Palmeiras e de Leila. Ele esteve com a delegação, por exemplo, no Mundial de Clubes da Fifa, nos Estados Unidos, em 2025. Está sempre por perto.
Buosi e Everaldo
Mas a conjuntura política do Palmeiras para a sucessão de Leila aponta Paulo Buosi como o vice da vez. Buosi é a segunda pessoa mais forte do clube depois da presidente. Ele é a sombra de Leila. Quando ela não está, ele está. Discreto, de poucas falas, o dirigente aprendeu todos os ritos da cadeira. Houve consenso no passado de que ele seria o escolhido. Mas política é um mecanismo vivo, inclusive no futebol, e a proximidade da troca de guarda pode fazer os combinados serem esquecidos. Nada é garantido.

Dessa forma, Everaldo Coelho, diretor de marketing do clube, corre por fora. Seu nome também agrada aos conselheiros da situação. Leila evita comentar. Perder o comando não é fácil para ela. A presidente já disse que se “achou” no futebol e que nunca foi tão feliz profissionalmente como no comando do Palmeiras, nem em suas empresas. Mas ela terá de fazer a sua escolha. Desse modo, Everaldo aparece como uma terceira via para o legado.
Leila pode voltar em 2031?
Ainda não está decidido, mas se Leila quiser voltar depois de três anos, ela vai escolher um fiel escudeiro, alguém que possa manter o clube nos trilhos sem sobressaltos. Parece certo desta vez que o técnico Abel Ferreira não ficará depois de 2027. Há dúvidas se ele chegará até lá por decisão própria. Nos bastidores do clube, o nome de Galiotte é o mais forte. Essas costuras políticas começam a ser feitas agora, mas elas vão se intensificar no ano que vem.
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Pesa para a oposição, que ainda não tem candidato e nem se sabe se terá, se organizar a ponto de concorrer em um cenário que sempre pode melhorar, mas que inegavelmente já deu certo. O que os candidatos precisam saber é que todo o poder é emprestado. No caso, pela história e grandeza do Palmeiras. É assim em todos os clubes do futebol brasileiro.





