Por Leonardo de Sá
A rescisão de contrato de Philippe Coutinho com o Vasco não ecoou apenas em São Januário. O anúncio da saída do meia, aos 33 anos, rapidamente cruzou o Atlântico e virou manchete nos principais portais esportivos do mundo. O tom, no entanto, passou longe da nostalgia: jornais da Espanha e da Inglaterra trataram o desfecho como a prova final de um declínio técnico que parecia irreversível.
O jornal espanhol Mundo Deportivo, por exemplo, não hesitou em classificar a saída de Coutinho como um “escândalo”. De acordo com o site, o brasileiro agora se torna um agente livre no mercado em uma busca solitária por rendimento. Contudo, a publicação ressalta que o sonho do jogador em disputar a última Copa do Mundo é “impensável”, visto que seu desempenho recente e a falta de minutos em alto nível inviabilizam qualquer projeção otimista.

Na Inglaterra, onde Coutinho viveu o auge de sua carreira, a notícia foi recebida com um resgate histórico. Portais como o Mirror e o Express utilizaram o mesmo gancho: a profecia de Jürgen Klopp. Em 2018, quando o meia forçou sua ida para o Barcelona, o técnico alemão deu um conselho que hoje ressoa como um diagnóstico preciso do que viria a ser o futuro do jogador. “Fique aqui e no fim você terá uma estátua em sua homenagem. Vá para outro clube, como Barcelona, Bayern ou Real Madrid, e você será como qualquer outro jogador. Aqui você pode ser mais”, alertou Klopp na época.
Europa condena Coutinho
Para o Mirror, o fato de Coutinho estar prestes a ficar sem contrato prova que o treinador estava certo. O Express foi além, afirmando que o contrato “rasgado” no Brasil é o capítulo final de uma escolha que custou ao meia o status de ídolo global para se tornar um “agente livre” sem o brilho de outrora.
Fim de uma aposta frustrada no Rio
Enquanto a Europa analisa o passado, o Vasco encara a realidade do presente. Essa saída interrompe um ciclo que começou com a esperança de um retorno triunfal às origens, mas que terminou em frustração mútua. Sem conseguir entregar o desempenho esperado e convivendo com questões físicas, Coutinho deixa o clube em um momento em que a diretoria busca reformular o elenco e aliviar a folha salarial.
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Agora, aos 33 anos, o meia entra no mercado em busca de um novo destino. O prestígio acumulado em passagens por gigantes como Inter de Milão, Bayern de Munique e Liverpool ainda lhe garante mercado, mas as manchetes internacionais deixam claro: a busca agora não é mais por estátuas ou homenagens, mas pela simples sobrevivência técnica no futebol profissional e por um fim mais digno.





