Finalista da Liga dos Campeões em 2025, a campanha da Internazionale na principal competição de clubes da Europa acabou em vexame: mesmo atuando no seu estádio e com toda a panca de ser a atual líder do Campeonato Italiano e favorita ao título, a equipe de Milão não foi páreo para o surpreendente Bodo/Glimt, da Noruega. Batida no jogo de ida por 3 a 1, a Inter voltou a perder, desta vez por 2 a 1 em pleno San Siro, em Milão. E deu arrivederci ao sonho de estar nas oitavas de final. Foi eliminada por um time com um orçamento doze vezes menor do que o seu.
Só para efeito de comparação: o passe do jogador mais conhecido da equipe norueguesa, o ponta-esquerda Jens Petter Hauge, com uma passagem mal sucedida pelo Milan – apenas dois gols em dezoito jogos –, é avaliado em cerca de R$ 28 milhões. Essa quantia pode ser considerada troco se comparada aos quase R$ 400 milhões que valem o meia Nicolò Barella ou o atacante Marcus Thuram, ambos do clube italiano.

Quando a bola rolou em Milão, os jogadores da Inter foram engolidos pela forte marcação dos noruegueses, que mantiveram o sangue-frio e a organização e souberam usar duas velhas armas italianas: os contra-ataques fulminantes e a frieza para explorar os erros dos adversários. Foi graças a uma bobeira do suíço Manoel Akanji, que o Bodo/Glimt abriu o marcador.
Veja os números da Inter
Por ironia, em San Siro, os noruegueses eliminaram a Inter à moda das antigas equipes italianas, ocupando espaços e resistindo às investidas desorganizadas dos adversários. A Inter teve 70,8% da posse de bola, trocou 525 passes (contra 185 do time norueguês), chutou trinta vezes contra o gol do russo Nikita Haykin (só sete delas na direção da meta) e teve dezesseis escanteios a seu favor (o Bodo teve apenas um).
Protegido por duas linhas com quatro jogadores cada uma e com Berg, o homem que armava os contra-ataques à frente da defesa, o Bodo/Glimt repetiu o roteiro da partida de ida, em seu estádio no Círculo Polar Ártico. “O Bodo foi um time muito bem organizado, com um bloco baixo, atuando com mais energia”, disse Chivu, na entrevista coletiva após a derrota. “O fato de o tempo passar sem termos marcado o gol que abriria o placar deu a eles uma sensação de conforto”.
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A Itália, que já ficou fora das últimas Copas do Mundo da Fifa – e buscará uma vaga para o Mundial de 2026 na repescagem –, corre sérios riscos de não ter uma única de suas equipes nas oitavas de final da Liga dos Campeões.





