Em 99 dias, o maior torneio de futebol do mundo terá seu pontapé inicial. Até lá, muita coisa ainda tende a mudar, enquanto outras definições já estão traçadas pela Fifa. O cenário ganha forma com o anúncio dos ingressos vendidos, as novas regras de arbitragem preparadas para o período da competição e as últimas vagas que ainda buscam um dono para a disputa. A Copa do Mundo tem sua abertura marcada para 11 de junho, no México. Canadá e Estados Unidos também serão países-sede.

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Neste período final de preparação, o clima é de ajustes logísticos e muita expectativa em torno das sedes. Enquanto a Fifa acelera os processos de vendas de ingressos, credenciamento da mídia mundial e segurança para os torcedores, as federações nacionais lidam com desafios que ultrapassam o campo. O calendário está apertado, as tensões aumentam e os próximos meses poderão ser decisivos para garantir que o torneio de 48 seleções aconteça sem sobressaltos. Há uma guerra em curso entre dois países credenciados para a disputa: EUA e Irã.

Copa do Mundo 2026: crises geopoliticas afetam países-sede, como EUA e México, seleções credenciadas e jogadores / Fifa

Ingressos esgotados

A Fifa confirmou que a procura pelos ingressos atingiu patamares históricos, com quase 2 milhões de entradas comercializadas nas fases iniciais. O volume de solicitações superou a oferta em cerca de 30 vezes, evidenciando o interesse global pelo torneio na América do Norte. O presidente da entidade, Gianni Infantino, destacou que a demanda total chegou a impressionantes 500 milhões de pedidos para o Mundial. Aos todo, a Copa vai ter 104 jogos.

Apesar dos números astronômicos e da escassez atual de entradas, a organização tranquilizou os torcedores que ainda buscam acesso aos estádios. Uma última fase de vendas, em formato de “última hora” ou “lotes extras”, será aberta em abril, logo após a definição das repescagens. Dessa maneira, quem não conseguiu garantir sua vaga terá uma janela final de oportunidade para acompanhar as seleções de perto nas arenas oficiais.

Tensões e crises políticas

O cenário extra-campo apresenta desafios complexos, especialmente com o clima de instabilidade envolvendo o Irã e os Estados Unidos. A morte do líder supremo do Irã e os ataques recentes geraram dúvidas sobre a participação da seleção na competição. Dirigentes locais, como Mehdi Taj, admitiram que o foco no Mundial está prejudicado por questões existenciais do regime e tensões militares na região. Essa não é a primeira vez que a ida do país do Oriente Médio é contestada pela crise geopolítica entre as duas forças: EUA e Irã. 

Além dessa questão, a segurança nas sedes americanas e mexicanas preocupa devido às ações do ICE e à violência em Guadalajara. Nos últimos dias, uma guerra de cartéis no México acendeu um alerta sobre a viabilidade da região continuar como sede, mas a presidente Claudia Sheinbaum assegurou que não há riscos para os turistas. Basta saber os próximos passos da Fifa em meio ao caos internacional, principalmente em meio as relações entre Gianni Infantino e Donald Trump.

Donald Trump e Infantino: presidente americano e líder da Fifa possuem relação próxima / The White House

Novas regras no apito

A International Football Association Board (IFAB) anunciou mudanças drásticas que prometem transformar a dinâmica das partidas já a partir deste Mundial em junho. O uso do VAR será expandido para revisar escanteios marcados erroneamente e expulsões por segundo cartão amarelo, visando maior justiça técnica. Outra novidade impactante é a introdução de uma contagem regressiva para cobranças de laterais e tiros de meta, punindo o antijogo de forma direta.

As novas normas estabelecem apenas cinco segundos para reposições de bola, sob pena de reversão ou escanteio para o adversário. Nas substituições, o atleta terá dez segundos para sair de campo, ou o substituto sofrerá um atraso punitivo de um minuto. O objetivo central desta assembleia geral com a Fifa foi garantir mais agilidade e reduzir drasticamente o tempo de bola parada durante os 90 minutos. As regras serão aplicadas nos torneios que seguem o padrão da organização após a Copa.

Última vagas

As quatro vagas restantes para o torneio serão decididas em confrontos eliminatórios sediados no México no fim deste mês. Os estádios de Guadalajara e Monterrey receberão as semifinais e finais da repescagem, servindo como um teste de fogo para a organização local. No dia 31 de março, o mundo conhecerá finalmente todas as seleções que fecharão os grupos para a disputa da taça.

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Mesmo com a crise de segurança citada em Guadalajara, o planejamento segue inalterado para estes jogos decisivos de repescagem. Com o encerramento desta fase, o torneio entrará oficialmente em sua reta final de contagem regressiva para a abertura histórica em junho.

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