O Flamengo é campeão do Cariocão de 2026. Nos pênaltis, após empate sem gols no Maracanã contra o Fluminense, o Rubro-Negro chega ao seu 40º título Estadual e quebra a sequência de turbulência no clube. Depois de um desempenho irregular, o time, agora sob o comando de Leonardo Jardim, conseguiu entregar alguma alegria para os torcedores, os mesmos que vaiaram os jogadores nas rodadas anteriores. 

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A decisão serviu de palco para a estreia da nova aposta da diretoria: Leonardo Jardim. O treinador português assumiu a vaga deixada por Filipe Luís, desligado logo após a vitória na semifinal diante do Madureira. Essa troca, tratada por parte da torcida como injusta, acelerou a chegada do técnico para o fechamento do Estadual. Agora, sob novo comando, a temporada rubro-negra ganha um novo fôlego. O clube ainda tem Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão para jogar. O elenco deu mostras de que assimilou tudo o que aconteceu na semana dentro da Gávea.

Flamengo: Rubro-negro vence Fluminense e garante título que dá alívio temporário ao clube / Flamengo

Nos dias seguintes à euforia da conquista estadual, o Flamengo terá de se concentrar em recuperar terreno no Brasileirão. A fase não é das melhores. O Rubro-Negro soma três partidas disputadas: uma vitória, um empate e uma derrota. O desempenho deixa o clube na 11ª posição, uma colocação “insatisfatória” para um elenco habituado ao topo da classificação e caro.

Brasileirão e Libertadores

Mesmo assim, a situação não é de desespero. O campeonato está no início, mas a pressão institucional vivida internamente pode transformar a oscilação em um problema maior. Para a Libertadores, o Fla ainda aguarda o sorteio da fase de grupos, programado para o dia 19. A estreia na Copa do Brasil também levará tempo, com o Flamengo entrando apenas na quinta fase, entre os dias 22 e 23 de abril. Até lá, o foco será na recuperação do Brasileirão.

Calmaria em meio à tempestade

Com a conquista do título no Rio, o Flamengo faturou R$ 10 milhões. No entanto, o valor real é mais simbólico do que financeiro diante das últimas semanas na Gávea. Tudo parecia fora do lugar com a demissão de Filipe Luís. A vitória pode representar uma calmaria em meio a uma tempestade interna. Não se sabe ainda. Dentro e fora de campo, o clube vinha sofrendo: campanhas irregulares e dissidências entre a diretoria e a comissão técnica marcaram o início do ano. O diretor José Boto tem o futuro indefinido.

 

A demissão de Filipe Luís, após a goleada de 8 a 0 aplicada sobre o Madureira na semifinal do Carioca, exemplifica o cenário de incertezas. Dos portões do clube para fora, a decisão de trocar de treinador foi mal recebida. Afastar Filipe Luís, que venceu quase tudo o que disputou em 2025, era impensável para a torcida. Mesmo com vaias pontuais e protestos sobre o desempenho, o desligamento do técnico passava longe do desejo dos flamenguistas. Mas o presidente Bap quis trocar o comando porque o trem estava sem rumo, como ele mesmo disse.

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Em um futebol de imediatismos, o golpe sofrido pelas próprias vontades — tanto da torcida quanto da direção — trouxe resultado imediato. Por ora, é apenas um curativo para uma ferida ainda aberta. José Boto afirmou ter percebido que a rota com Filipe Luís não era a correta e que precisava “desembarcar na primeira estação”. No entanto, às vezes, passar do ponto pode levar a novos lugares. Para o Carioca e para uma final sem grandes brilhos técnicos, a troca bastou. Agora, os desafios sobem de patamar e o calendário será longo.

Há ainda um ponto que precisará de tempo para análises: a aceitação do elenco ao trabalho do novo treinador. Leonardo Jardim não tem culpa de nada, mas ele chega para ocupar o lugar de um grande amigo dos jogadores, se não de todos, pelo menos na maioria.

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