Palmeiras fatura 27º Paulistão e manda recado ao futebol brasileiro: o campeão voltou!

Com recordes de Abel e Gustavo Gómez, Alviverde supera o Novorizontino sob chuva e encerra jejum de dois anos

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O Palmeiras voltou a ser campeão. Como sempre! A vitória por 2 a 1 sobre o Novorizontino, na noite deste domingo, no Estádio Dr. Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, encerra um incômodo período de dois anos sem conquistas e recoloca o clube exatamente no lugar em que se acostumou a estar na última década: no centro das decisões e das disputas por títulos. O troféu do Paulistão de 2026 não é apenas mais uma taça na galeria. É também um marco simbólico de retomada para um trabalho que, na verdade, nunca deixou de existir.

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Desde a chegada de Abel Ferreira, em 2020, o Palmeiras construiu uma cultura de competitividade que fez do clube o maior vencedor do futebol brasileiro nos últimos anos. Ainda assim, para um time e uma torcida acostumados a levantar troféus com frequência quase industrial, dois anos de jejum pareciam uma eternidade. A agonia terminou em Novo Horizonte.

Palmeiras: Alviverde vence Novorizontino fora de casa em partida que marca recorde de conquistas de Abel / Palmeiras

Recordes e o protagonismo de Leila

Foi o 11º título de Abel pelo clube, marca que o coloca à frente de Oswaldo Brandão e consolida o português definitivamente entre os maiores treinadores da história do Palmeiras. Na mesma noite histórica, o capitão Gustavo Gómez alcançou o seu 13º título com a camisa alviverde, tornando-se o jogador mais vitorioso da história do clube, superando uma lenda: o Divino Ademir da Guia. Um feito que ajuda a explicar a dimensão de uma era vitoriosa, sob o comando da única mulher presidente de um clube de ponta do futebol da América Latina. Nada mais justo que Leila Pereira possa comemorar este Dia Internacional da Mulher com mais uma faixa no peito.

A decisão esteve longe de ser um espetáculo técnico. O que pouco importa para a festa palmeirense. A chuva forte que castigou Novo Horizonte transformou o gramado em um campo de batalha. Poças espalhadas pelo campo impediram a troca de passes e empurraram a partida para um jogo de disputas físicas, bolas rifadas e muita imposição. Dentro desse cenário hostil, o Palmeiras fez o que os grandes times sabem fazer. Adaptar-se às dificuldades e acreditar nos pilares de um trabalho que não começou ontem.

Empate e susto

Logo aos cinco minutos, o time de Abel abriu o placar em bola parada. Andreas Pereira levantou falta na área, Gustavo Gómez desviou na primeira tentativa e a sobra ficou com Marlon Freitas, que soltou uma bomba na trave. No rebote, Murilo, quase sem querer, finalizou de coxa para vencer o goleiro Jordi. O Novorizontino, empurrado por sua torcida e pela necessidade da vitória, não se intimidou. Apostou nas bolas aéreas e conseguiu o empate aos 24 minutos. Vinícius Paiva cruzou na área, a defesa palmeirense se atrapalhou e o goleiro Carlos Miguel falhou feio ao deixar a bola passar por baixo de seu corpo. Atento, Matheus Bianqui apareceu para empurrar para as redes.

Palmeiras tem 27 conquistas do Paulistão: time começa a temporada quebrando secura de troféus em 2025 / Palmeiras

A equipe do interior, que precisava vencer, ainda terminou o primeiro tempo mais presente no ataque, com mais finalizações. Mas o segundo tempo manteve o roteiro: chuva incessante, jogo truncado e pouco espaço para futebol elaborado. Era o tipo de partida em que venceria quem soubesse aproveitar as oportunidades. E nisso o Palmeiras é especialista. Letal.

Vitor Roque marca o seu

Aos 17 minutos, Carlos Miguel cobrou falta da defesa com um chutão para o ataque. Flaco López desviou de cabeça, Jordi saiu muito mal do gol e acabou se chocando com John Arias. A bola sobrou limpa para Vitor Roque, que só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio. Era o segundo gol do Palmeiras. E, na prática, o gol do título. A partir dali, o time de Abel administrou a vantagem com a maturidade típica de quem já passou por esse tipo de cenário muitas vezes. Mais do que um jogo de futebol, aquela final havia se transformado em um teste de resistência. E o Palmeiras mostrou, outra vez, que sabe sobreviver aos ambientes mais adversos.

Se a noite foi de superação dentro de campo, também serviu como confirmação de que o planejamento para a temporada parece ter acertado o alvo. O time que Abel escalou desde o início da final tem tudo para ser a base da equipe ao longo do ano. Arias encaixou rapidamente no sistema, dando ainda mais dinâmica ao setor ofensivo. Marlon Freitas se apresenta como o parceiro ideal de Andreas Pereira na transição do meio-campo, dando equilíbrio a uma equipe que já parecia jogar por música.

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O título paulista, portanto, vai muito além de encerrar um jejum. Ele reafirma a solidez de um projeto. Um trabalho contínuo, coerente e competitivo, capaz de manter o Palmeiras entre os protagonistas do futebol brasileiro e sul-americano. Como o próprio Abel costuma dizer, ninguém pode garantir que um time vencerá todos os campeonatos que disputa. Mas há equipes que entram nas competições com algo a mais: a certeza de que estarão na briga até o fim.

O Palmeiras é uma dessas equipes. O título conquistado sob a chuva de Novo Horizonte parece menos um ponto final e muito mais o primeiro capítulo de uma temporada que promete colocar o Palmeiras, mais uma vez, no centro de todas as decisões do futebol brasileiro.

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