A estrada para a final em Montevidéu foi desenhada. Em sorteio realizado nesta quinta-feira na cidade de Luque, no Paraguai, a Conmebol definiu os grupos da Libertadores de 2026. O cenário para os brasileiros é de extremos: da tranquilidade aparente de Palmeiras e Fluminense ao drama garantido para o Cruzeiro, agora comandado pelo técnico português Artur Jorge.

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O Palmeiras, da presidente Leila Pereira, vive o seu “Déjà Vu” com o Cerro Porteño. Mais uma vez o rival paraguaio está no grupo do time de Abel Ferreira. O Palmeiras está no Grupo F e parece ter recebido um “bilhete premiado” nas bolinhas. Aliás, um dos personagens que participaram do sorteio foi o ex-volante Felipe Melo. Com uma chave quase idêntica à de 2025, o time de Abel reencontra Cerro Porteño e Sporting Cristal. O Junior Barranquilla entra no lugar do Bolívar, o que diminui o fator altitude, mas aumenta o desgaste da viagem para a Colômbia. No papel, o Palmeiras é favorito absoluto para avançar em primeiro lugar.

Libertadores 2026: Palmeiras e Corinthians têm vida fácil; Fla com jogos distantes e Cruzeiro no ‘Grupo da Morte’/ Conmebol

Já o Fluminense (Grupo C) caiu naquela que é considerada a chave mais técnica do torneio. Enfrentar La Guaira e o modesto Independiente Rivadavia dá ao Tricolor do Rio uma margem de erro generosa na competição, embora a altitude de La Paz contra o Bolívar exija o tradicional planejamento médico especial, que quase sempre não dá certo. É muito difícil ganhar no ar rarefeito.

Corinthians tem boas chances

O Corinthians não foi cabeça-de-chave, mas é dono do maior orçamento dos rivais do seu grupo, o E. O time de Memphis Depay não terá vida fácil na competição e promete vender caro cada partida em casa e fora. Mas o grupo é de bom nível. Dá para encarar. O desafio corintiano é geográfico e histórico: encarar o Peñarol no Uruguai e a altitude de Bogotá contra o Santa Fé são tarefas complicadas. A estreia contra o Platense, na Argentina, é a chance ideal para somar pontos fora de casa logo de cara contra um estreante antes de encarar as potências do grupo.

O Flamengo foi refém da sorte. Dá má sorte. Tudo o que o presidente Bap não queria, aconteceu em Luque. O atual campeão Flamengo (Grupo A) inicia sua jornada na altitude. A estreia será a 3.400 metros do nível do mar contra o Cusco, do Peru. Vai faltar ar para o visitante. O grupo ainda conta com o Estudiantes — algoz recente de brasileiros — e o Independiente Medellín. O Rubro-Negro tem o elenco mais caro da competição, mas a logística será o seu maior adversário.

‘Grupo da Morte’ tem o Cruzeiro

Sempre há um “Grupo da Morte”. O Cruzeiro (Grupo D) caiu nele. Deu azar. O time de Minas caiu na mesma chave de Boca Juniors, Universidad Católica e Barcelona de Guayaquil. Todos os jogos têm “clima de final” desde a primeira rodada. O Cruzeiro terá de rebolar para superar os adversários. É disparado o grupo mais equilibrado e tradicional desta edição da Libertadores.

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Já o Mirassol (Grupo G) terá um batismo de fogo. O estreante do interior paulista visitará Quito (LDU) e El Alto (Always Ready) a mais de 4.000 metros de altitude, além de medir forças com o Lanús, atual campeão da Sul-Americana. Tudo pedreira. A realidade do Mirassol parece ser nos playoffs para a Sul-Americana.

IA com informações e edição do The Football

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