A seleção brasileira não terá moleza contra a França no primeiro dos dois amistosos que o time de Carlo Ancelotti fará nesta data-Fifa, em Boston, nos Estados Unidos. O jogo serve para o Brasil como uma confirmação de tudo o que vem sendo trabalhado e conquistado na gestão do treinador italiano. O resultado não é decisivo sobre o que esperar da seleção na Copa do Mundo, mas é preciso dar ao duelo o peso que ele representa. Brasil e França é um clássico recente do futebol mundial.

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As equipes decidiram a Copa do Mundo de 1998, naquele jogo da convulsão de Ronaldo, da escalação de Edmundo e dos gols de Zidane. O Brasil foi vice-campeão. O técnico era Zagallo, que faz muita falta ao futebol brasileiro.

Carlo Ancelotti vai encarar um dos melhores e mais longevos técnicos de seleções da atualidade: Deschamps / CBF

Ancelotti já está nos Estados Unidos dando as boas-vindas aos jogadores. Há oito novidades na lista apresentada pelo treinador, o que deve tornar o time menos experiente, mas não menos competitivo e forte. A seleção brasileira tem empolgado o torcedor e ela não pode perder isso às vésperas da Copa. Tudo o que o brasileiro quer é um time para torcer. É preciso pensar no resultado, claro, mas também na forma de atuar. O torcedor quer também um Brasil técnico e intenso. Chega de times tocando de lado e sem entusiasmo. O elenco é bom e há muitos jogadores em boa fase.

O destino de Endrick

Os holofotes estarão nos craques, como Vinícius Jr, do Real Madrid. Mas a maior expectativa talvez seja sobre o garoto Endrick. Há um certo clamor pela confirmação do atacante na lista final para a Copa, que só será conhecida no dia 18 de maio.

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O ‘novato’ Ancelotti no comando de uma seleção vai encarar um veterano de guerra no assunto. Didier Deschamps está à frente da França desde junho de 2012. Poderia ser chamado de o “Napoleão Bonaparte do futebol francês”. Ele fez história. Dirige o time há longos 14 anos. Isso faz dele um mestre no assunto, em amistosos e competições. A edição do Mundial de 2026 é a sua quarta Copa como treinador. Ele foi campeão em 2018 e vice em 2022, diante da Argentina, num dos melhores jogos da história das Copas.

Deschamps está no comando da França desde junho de 2012: ele foi campeão do mundo em 2018 / Federação Francesa

Deschamps ficará no comando da seleção francesa até o fim da Copa, quando deverá dar lugar a Zidane, pelo menos é isso que os jornalistas franceses informam com 90% de certeza. A troca não foi anunciada.

A vez de Zidane

Assim como Ancelotti, Zidane também foi astro do Real Madrid. Ganhou a Bola de Ouro em 1998. Para o jornal L’Équipe, Deschamps rasgou elogios ao colega Zidane, com quem foi campeão do mundo em cima do Brasil como jogador naquele Mundial de 1998. “Zidane é o próximo técnico da França? É um candidato muito bom”, brincou o atual comandante francês. Zidane tem tido calma para esperar a sua vez, mas certamente já sabedor de que a oportunidade virá. Por isso ele recusou algumas vezes voltar ao comando do Real Madrid. Se ele for na seleção como técnico o que foi como jogador, a França vai brilhar pelos próximos dez anos.

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