Foram quatro jogos em apenas dez dias de trabalho. O retrospecto é oscilante: duas vitórias e duas derrotas. Contudo, o trabalho de Roger Machado está sendo bastante questionado no Morumbi. Isso tem a ver com a recusa ao seu trabalho por parte do torcedor e com a decisão da dupla Rafinha e Rui Costa de demitir Crespo. O São Paulo deixou a liderança do Brasileirão. Mas o que chamou a atenção foi o vocabulário rebuscado do técnico para explicar as derrotas. Isso só aumentou a rejeição do torcedor. A dependência excessiva em jogadas de cruzamentos também incomodou. O time se enfraqueceu. Mas a diretoria mantém a confiança no projeto e descarta qualquer troca.

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Um dos defensores do técnico é o executivo Rui Costa. Além dele, o gerente esportivo e ex-jogador Rafinha manifestou apoio público ao novo comandante. Foram eles que demitiram Crespo e escolheram Roger. “Toda mudança gera um pouco de desconfiança. Queremos elevar o nível em todas as partes do clube. Há ciclos que devem ser encerrados”, disse Rafinha sobre as mudanças.

Roger Machado terá o período da data-Fifa para conseguir fazer ajustes na equipe e conhecer melhor o elenco / São Paulo

O trabalho de Roger Machado está em estágio inicial. Ele foca na adaptação do elenco às duas ideias e na implementação de um novo modelo de jogo. Por ora, o São Paulo é mais lento. O período da data-Fifa pode ser fundamental para que o treinador realize ajustes técnicos e aprimore o entrosamento coletivo antes de voltar ao Brasileirão e fazer as estreias na Libertadores e Copa do Brasil. Roger será mais cobrado depois desse período. A pergunta é se o presidente Harry Massis vai suportar a pressão.

Situação de Oscar

O São Paulo está próximo de definir a rescisão do meia Oscar. O acordo, que deve ser oficializado nos próximos dias, é motivado pela decisão do atleta de encerrar sua carreira após descobrir problemas cardíacos. Embora tenha tentado uma recuperação no início deste ano, o atleta optou por priorizar a sua saúde e não retornará aos campos. Oscar se aposentou aos 33 anos. A discussão entre o clube e o estafe do jogador diz respeito à bolada que ele deve receber. Havia contrato vigente por mais dois anos.

Com problemas cardíacos, Oscar preferiu encerrar a carreira e terminou sua segunda passagem pelo São Paulo / São Paulo
Com problemas cardíacos, Oscar preferiu encerrar a carreira e terminou sua segunda passagem pelo São Paulo / São Paulo

As tratativas avançaram para que o São Paulo pague um montante consideravelmente menor do que o previsto no contrato original, que seria de R$ 53 milhões. O Tricolor estima fechar a conta em R$ 10 milhões. “Ele está abrindo mão de valores importantes e o São Paulo está ponderando uma série de questões importantes também. O fim desse processo está próximo e será amigável. Estamos muito próximos de uma solução que seja adequada e respeitosa com o Oscar”, explicou o diretor executivo Rui Costa. O São Paulo sempre prometeu ser correto com o jogador.

Vale lembrar que o São Paulo ainda paga R$ 400 mil ao ex-lateral Daniel Alves. A conta do jogador termina em dezembro. A dívida de Oscar também deverá ser parcelada até o fim do ano.

Carreira internacional

Oscar foi revelado pelas categorias de base do próprio São Paulo e se profissionalizou no clube em 2008. Por isso também há muito respeito ao atleta. Sem encontrar espaço no time na época, ele se transferiu para o Internacional dois anos depois. Sua saída não foi amigável e envolveu a Justiça. Oscar conquistou três títulos no time gaúcho antes de acertar com o Chelsea. Foi pela equipe inglesa que ele viveu o melhor período da sua carreira, conquistando uma Europa League e dois Campeonatos Ingleses.

Oscar ficou oito temporadas o Shanghai Port, da China: ele era um dos jogadores mais bem pagos do mundo / Instagram

Oscar teve destaque na seleção brasileira. Ele disputou os Jogos Olímpicos de 2010, em Londres, e a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Foi dele o gol da seleção na derrota por 7 a 1 para a Alemanha. Em 2017, o meia aceitou jogar no Shanghai Port, da China, por aproximadamente 60 milhões de euros. A transferência estabeleceu, na ocasião, um recorde no futebol asiático e continua sendo a contratação mais cara da história da Superliga Chinesa.

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Oscar viveu o”boom” do futebol chinês. Ele recebia um dos maiores salários do mundo, estimado em 400 mil euros por semana. Isso equivale a R$ 2,4 milhões. Ele ficou oito temporadas na China. Ganhou três ligas locais. O retorno do meia ao São Paulo aconteceu de forma gratuita após o encerramento do seu contrato na Ásia. Livre no mercado, ele assinou um acordo de três temporadas com o time onde se formou. Mas não foi bem.

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