O jogo não era fácil. Um dos últimos colocados do Brasileirão recebia o único time que ainda estava invicto na competição. Mas naquela tarde tudo deu certo para o Remo. A equipe nortista venceu o Bahia, de Rogério Ceni, por 4 a 1 e conseguiu o seu primeiro triunfo na Série A depois de 32 anos. Dois gols foram marcados por Gabriel Taliari, que fazia a sua estreia com a camisa do Leão Azul.
Recém-contratado do Juventude, o jogador de 28 anos tem o perfil dos reforços que chegaram para o time de Belém nesta temporada. São atletas “cascudos”, com experiência e com salários condizentes com a realidade do clube. Além disso, o Remo privilegiou atletas que estavam livres no mercado para gastar menos. O investimento total foi de R$ 90 milhões. O Remo foi a equipe da Série A que mais contratou na janela de transferência em número absoluto de jogadores. Trouxe 24 atletas para todas as posições. O objetivo? Permanecer na primeira divisão.

A prioridade do time na temporada é a permanência na divisão de elite e boa campanha na Copa do Brasil e também na Copa do Norte. O técnico Léo Condé assumiu o time no início de março e admitiu que a equipe ainda está em formação. Dessa maneira, o time paraense ainda não tem um padrão de jogo definido e tenta se sustentar na tabela. “A gente vai procurar uma identidade própria, um modelo de jogar só nosso para que a gente possa se adaptar jogo a jogo”, disse.
“Pacotão” de reforços
O principal motor financeiro para as contratações vem dos direitos de transmissão dos jogos. O Remo oficializou sua entrada na Libra (Liga do Futebol Brasileiro) em dezembro de 2024. O clube recebeu R$ 57 milhões da TV Globo por fazer parte da associação. Além disso, ganha aproximadamente R$ 32 milhões somente com patrocinadores. Isso muda o Remo de patamar na região Norte do Brasil.

O Remo investiu R$ 10 milhões somente para a formação do seu elenco neste ano. Em três meses. Dos 24 jogadores contratados, dois ainda não estrearam. O reforço mais caro foi o do volante argentino Leonel Picco, que veio do argentino Platense. O clube investiu US$ 1,8 milhão (R$ 9,5 milhões) para ser dono da maior parte dos direitos econômicos do jogador.
Entre os nomes que assinaram com o Remo estão jogadores que passaram por grandes clubes brasileiros. Cria da base palmeirense, o volante Patrick de Paula veio emprestado pelo Botafogo até o fim da temporada. Ele busca reencontrar o futebol que quase o levou para a seleção brasileira.
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Revelado pelo Paysandu, o lateral Yago Pikachu, de 33 anos, ficou muitos anos no Vasco e também passou pelo Fortaleza. Ele é utilizado pelo técnico Léo Condé em mais de uma posição. O atacante Alef Manga teve certo destaque quando passou por Goiás e Coritiba. Em apenas onze anos de carreira, ele já passou por dezessete clubes diferentes. É agora um dos principais atletas do Remo.

Resultados modestos
Em campo, os resultados ainda são tímidos e modestos. O Remo está na 19ª e penúltima colocação do Brasileirão, com seis pontos. Tem apenas uma vitória, aquela da estreia sobre o Bahia. Soma três empates e amarga quatro derrotas. Léo Condé garantiu que o time tem um objetivo traçado e precisa de bons resultados principalmente em casa. “A gente vai trabalhar bastante. A questão da competitividade e da organização, nós temos controle. É sempre em cima disso que vamos trabalhar”, enfatizou.
Quem mais contratou em 2026
1º Remo – 24 jogadores
2º Chapecoense – 18 jogadores
3º Mirassol – 14 jogadores
4º Botafogo – 12 jogadores
5º Coritiba – 11 jogadores





