O gol de Calleri no Beira-Rio já nos acréscimos do segundo tempo contra o Inter evitou uma crise técnica no São Paulo que poderia sobrar para o recém-contratado Roger Machado. Embora a diretoria de futebol, nas vozes de Rafinha e Rui Costa, esteja de braços dados com o treinador, o torcedor aumentaria o tom das cobranças sobre o seu trabalho caso o time sofresse a terceira derrota seguida no Brasileirão.

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Mas o empate por 1 a 1 com o rival gaúcho fora de casa dará uma acalmada nos ânimos. O Tricolor manteve-se, por ora, na parte de cima da tabela sem perder o contato com o líder Palmeiras. A nona rodada continua nesta quinta-feira.

Atacante Calleri marcou o gol de empate do São Paulo com o Inter por 1 a 1 no Beira-Rio / SPFC

O São Paulo teve bons momentos depois de onze dias de trabalho na data-Fifa. Mas o caminho para um time mais sólido e equilibrado está longe. A equipe pendeu para a direita no primeiro tempo. Todas as jogadas de ataque foram tentadas pelo setor, com boa participação de Artur, que fez a sua estreia depois de romper o contrato com o Botafogo a pedido do próprio Roger. No esquema montado pelo treinador, o atacante jogará aberto, com liberdade para os dribles e penetração, mas terá de recuar pelo meio de campo fazendo a marcação. Em Porto Alegre deu certo.

Um deserto na esquerda

O problema é que o lado esquerdo foi um “deserto”, apenas com Wendell correndo daquele lado. Ele não teve com quem conversar durante os primeiros 45 minutos. Nada acontecia na esquerda. Pelo menos nada do lado do São Paulo, porque o gol do Inter, de Alerrandro, nasceu na direita, nas costas de Wendell, Maia e Sabino.

Os 15 primeiros minutos do São Paulo foram bem jogados, com transição mais rápida e boas investidas pela direita. Depois disso, os donos do Beira-Rio tomaram conta do jogo, com a bola nos pés sob o comando de Alan Patrick, com os principais arremates e forte marcação. O time de Calleri parecia se contentar com a situação, mesmo já perdendo por 1 a 0. A bola era do São Paulo, mas não acontecia nada.

Artur começou bem

Roger Machado corrigiu o lado mais fraco e fez com que o São Paulo passasse a jogar na direita e também na esquerda, dificultando a marcação e deixando o campo maior. Conseguiu um pouco mais de equilíbrio ofensivo. Pezzolano dobrou a marcação em Artur e “matou” o ataque rival. O problema de Artur é que ele cai de produção na etapa final. É um problema para Roger Machado.

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Quando tudo parecia perdido, o São Paulo recuperou o mando do jogo, teve mais volume no ataque, abusou dos lançamentos na área e aproveitou o recuo do Inter. Foi quando Wendell cruzou na medida para Calleri empatar. Foi a primeira bola “mais redonda” que o camisa 9 recebeu durante o jogo inteiro. E não decepcionou.

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