Até parecia que o Tottenham Hotspur, enfim, se daria bem na Premier League. Sem vencer uma mísera partida pelo Campeonato Inglês há quinze rodadas, desde o dia 28 de dezembro do ano passado (quando superou o Crystal Palace), o ainda antepenúltimo colocado da tabela teve a faca e o queijo nas mãos para derrotar o Brighton no seu estádio. No entanto, quando o tempo adicional já somava seis minutos, no último ataque dos visitantes, um cruzamento rasteiro de Minteh foi mal cortado pelo zagueiro Danso – e acabou nos pés do atacante Rutter, que fez o gol que definiu o resultado de 2 a 2. Foi daqueles erros que custam caro. Mais um empate do Tottenham.
Com apenas 31 pontos, a situação do Tottenham é pra lá preocupante: o clube de Londres pode terminar a rodada deste fim de semana a quatro pontos da primeira equipe fora da zona do rebaixamento, o West Ham. Corre risco de que Nottingham Forest e o Leeds, que ainda podem cair, abram mais distância na tabela. Por isso mesmo, a partida em casa, contra o Brighton, era considerada como uma das mais favoráveis para o clube evitar o desastre de jogar na segunda divisão inglesa.

Segundo um levantamento feito pela equipe da agência BBC Sport, se o Tottenham cair, ele deixaria de arrecadar cerca de R$ 1 bilhão em contratos de patrocínio e de transmissão de seus jogos.
Pedreiras na sequência
Na próxima rodada, a equipe londrina visitará o Wolverhampton, lanterna da Premier League. É outra equipe que está caindo pelas tabelas, mas que jogará em seu estádio, já rebaixada e sem enfrentar toda a pressão que o Tottenham sofre atualmente. Em seguida na tabela, o clube de Londres terá adversários bem complicados, como o Aston Villa e o clássico com o Chelsea, de Estêvão e João Pedro. Os dois jogos serão fora de seus domínios.
No dia 11 de maio, receberá em casa o Leeds, também um candidato à jogar na segunda divisão inglesa. Portanto, mais um jogo duro. O Tottenham encerra sua participação na temporada contra o Everton, em seu estádio, quando a vaca já poderia ter ido para o brejo.
O que diz o técnico
“Atualmente, o maior problema da nossa equipe não é tático nem técnico: a questão é que ela precisa recuperar a sua confiança”, disse técnico italiano Roberto de Zerbi, após o empate contra o Brighton, sem esconder o seu desapontamento com a situação vexatória. De Zerbi é o terceiro técnico do Tottenham nesta temporada. Após as passagens do inglês Thomas Frank e do croata Igor Tudor, ele assumiu o cargo e ainda não conseguiu o milagre de dar um padrão de jogo eficiente ao time.
Tudo errado no Tottenham
Em uma absoluta decadência e inerte, o Tottenham não é capaz de acertar a marcação e é muito pressionado pelos adversários. Sobrecarregado constantemente, o sistema defensivo acaba por falhar, como aconteceu nos dois gols sofridos contra o Brighton. Em crise de confiança, os meias querem mais é se livrar da bola. Erram muitos passes. Com isso, o time sofre para chegar ao ataque. Esse é o Tottenham.

No curto reinado de 43 dias de Igor Tudor à frente do time, a equipe até ensaiou alguns progressos: teve uma média de finalizações por jogo 4% maior do que pelas mãos de Frank, o seu antecessor. Mas, em compensação, o desempenho desabou no quesito gols marcados (0,8, contra 1,4). Simplesmente falta organização. E padrão de jogo ao Tottenham nesta edição.
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Sétimo clube mais endinheirado do planeta de acordo com os últimos balanços, com receitas estimadas de R$ 4 bilhões pelo ranking “Money League, produzido pela consultoria britânica Deloitte, o Tottenham tem um elenco recheado de estrelas. Conta com um campeão mundial, o zagueiro argentino Cristian Romero, o badalado meia holandês Xavi Simons e goleadores como o brasileiro Richarlyson, o francês Kolo Muani e o ganês Mohamed Kudus. A questão é que, mesmo com tantos talentos e tendo sido submetido ao eletrochoque das trocas de treinadores, nada de o Tottenham reagir. Para desespero de seus jogadores, comissão técnica e torcedores, o tempo para uma reação está ficando cada vez mais apertado: o rebaixamento está logo ali.





