Abel quebrou o silêncio no Palmeiras e liberou seus auxiliares de fazer o mesmo. Mas não sem antes decretar guerra “contra tudo e contra todos” que possa prejudicar o Palmeiras. Não citou o nome de nenhum dos “inimigos” que ele enxerga na temporada. “Se me permite uma palavra para os nossos torcedores e para as mídias palestrinas, estou a sentir o que nunca senti. Precisamos estar todos unidos em busca de um espírito de união contra tudo e contra todos. O que nós vimos do outro lado é para ser dito, em busca da verdade, em busca da igualdade, porque prevejo um ano extremamente difícil dentro e fora de campo.”
Quando Abel subiu o tom na coletiva após os 3 a 0 diante do Jacuipense e pediu para a torcida “vigiar”, ele não estava falando de lances isolados de uma partida ou outra. O alvo do treinador é um fenômeno que marcou a temporada passada na sua opinião e na de muitos torcedores palmeirenses: a criação de uma narrativa persistente de que o Palmeiras é beneficiado pela arbitragem no Brasil. Não citou jogos da Conmebol.

Apesar de a realidade não sustentar as acusações do treinador ou as insinuações, tentar grudar a pecha de “protegido”, segundo Abel, foi alimentada por rivais e parte da mídia não apenas para tentar tirar os méritos palmeirenses, mas principalmente pressionar os árbitros para jogos decisivos – o que, segundo ele também, parece ter dado resultado e gerou erros dos homens do apito. Abel chegou a dizer que a única coisa proibida no futebol brasileiro é “ser Abel”. Ele cumpre suspensão de sete jogos imposta pelo STJD.
Na cabeça de Abel
Toda essa história ganhou tração após um pênalti não marcado de Allan, do Palmeiras, em Tapia, do São Paulo, em duelo do Brasileirão de 2025 no MorumBis, que terminou com virada do time de Abel por 3 a 2. Já prevendo a mesma manobra do ano passado nesta temporada, quando o treinador se sentiu prejudicado, o português acionou o modo “Abel tem um plano” e convocou a torcida contra tudo e contra todos.
Palavras com direção
Além das questões de campo, o treinador português também comentou sobre a punição de sete jogos que recebeu do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), que o afastaram do time no Brasileirão. A condenação foi aplicada por causa das expulsões nos confrontos com Fluminense e São Paulo. Ele chamou o árbitro Anderson Daronco de “cagão”.
Não tenho que explicar nada, está muito claro para quem quiser ver. Parece que no futebol brasileiro se pode ser tudo, menos Abel.
Abel Ferreira
Até o momento, o técnico já cumpriu quatro partidas de suspensão. O retorno de Abel à área técnica em um jogo do Brasileirão está previsto para o confronto com o Cruzeiro, dia 17 de maio, válido pela 16ª rodada. Até lá, o auxiliar João Martins comanda o time.
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Como protesto, a comissão de Abel decidiu boicotar as entrevistas coletivas enquanto o treinador estiver fora. O Palmeiras entende que as punições impostas pelo tribunal são injustas e, por isso, escolheu o silêncio para marcar sua indignação. Mas a lei da mordaça já foi derrubada pelo treinador.




