Alexander Barboza, anunciado nesta sexta-feira como novo reforço do clube paulista, não chega ao clube apenas carregando os títulos recentes pelo Botafogo. O argentino de 31 anos desembarca em São Paulo trazendo consigo uma formação moldada na escola mais competitiva do futebol sul-americano: as categorias de base do River Plate. E isso, para Abel Ferreira, importa muito.

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No futebol argentino, especialmente dentro do River, zagueiros aprendem cedo que defender não é apenas tirar a bola da área. É competir, intimidar, jogar sob pressão e sobreviver a ambientes hostis. Barboza cresceu nesse contexto. Não virou estrela em Núñez, mas absorveu o DNA de um clube acostumado a transformar jogos grandes em rotina. Talvez por isso tenha encontrado no Botafogo de 2024 o cenário perfeito para explodir no continente e despertar o interesse da presidente Leila Pereira e do técnico Abel.

Reforço confirmado por R$ 20 milhões: zagueiro Alexander Barboza é oficializado pelo Palmeiras, de Abel / Botafogo

No time carioca, Barboza foi um dos pilares emocionais e defensivos da campanha histórica que terminou com os títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro. Virou referência de liderança, agressividade e imposição física. Não é craque nem esbanja técnica. Mas é firme feito uma rocha. Jogando quase sempre no limite, encaixou perfeitamente na atmosfera de um Botafogo competitivo, intenso e emocionalmente inflamado.

R$ 20 milhões por Barboza

O Palmeiras entende exatamente o tipo de jogador que está contratando. Abel perdeu parte da solidez defensiva da equipe em alguns momentos da temporada e queria um zagueiro pronto, acostumado a pressão e, principalmente, com perfil de enfrentamento. Barboza entrega tudo isso. É um defensor que joga cada lance como se fosse o último do jogo. Às vezes exagera. Quase sempre compete. E isso costuma seduzir técnicos portugueses com obsessão por intensidade, como Abel.

A operação de R$ 20 milhões também revela outro movimento importante do Palmeiras: a busca por atletas mais prontos para impacto imediato. Diferentemente de apostas sul-americanas mais jovens feitas no passado, Barboza chega sem necessidade de adaptação ao futebol brasileiro. Como foi com Marlon Freitas, também vindo do Botafogo. O argentino nascido no River Plate conhece o campeonato, a pressão da Libertadores e o peso emocional de disputar títulos até o fim.

Zagueiro que Abel gosta

Além disso, Barboza reencontra o amigo Marlon Freitas e terá um ambiente já parcialmente familiar no elenco. Ele conversou também com Giay, outro argentino do grupo, antes de aceitar a proposta de Leila. No Botafogo, a saída escancara mais um reflexo do momento turbulento vivido pela SAF. Com contrato apenas até dezembro e sem acordo para renovação, Barboza virou oportunidade de mercado antes que saísse de graça. O problema é que o clube perde um dos símbolos da reconstrução competitiva recente.

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Já o Palmeiras adiciona ao elenco um jogador com histórico de sobrevivência. Porque Barboza talvez nunca tenha sido um craque técnico. Mas passou a carreira inteira aprendendo algo igualmente valioso no futebol sul-americano: como suportar pressão. Desde os tempos de River Plate até a explosão no Botafogo, ele construiu a reputação de um zagueiro duro, emocionalmente forte e preparado para jogos grandes. E é exatamente esse tipo de jogador que normalmente cresce sob o comando de Abel Ferreira.

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