Carlo Ancelotti realizou onze substituições no segundo tempo do amistoso entre Brasil e Egito. Contudo, uma alteração deu bastante certo: foi a entrada de Endrick, de apenas 19 anos, que voltou a brilhar com a camisa da seleção brasileira. O gol foi decisivo e saiu logo no início da segunda etapa. Após uma roubada de campo de ataque, Raphinha recebeu pela ponta-direita, partiu pro duelo individual e fez um cruzamento preciso para a grande área. O jogador do Lyon se antecipou na marcação, apareceu livre e chutou com a perna esquerda para fazer a finalização.
“É uma sensação maravilhosa. Eu acho que ter essa sensação é inexplicável. Eu fico feliz porque quando estive machucado não pude vir para a seleção, e é a pior coisa para um jogador brasileiro”, declarou Endrick após a vitória. “Aqui é onde eu quero mostrar o meu futebol, sempre dar a vida pela minha nação. Fico grato por esse gol. Eu dedico para a minha esposa e o meu filhão, que está na barriga dela”, completou.

O técnico italiano já elogiou a potência e o posicionamento na área do atleta. Entretanto, ele também disse diversas vezes que o camisa 19 é “muito jovem e tem margem para melhorar”. No esquema atual, o treinador tem utilizado Endrick como um reserva de luxo para mudar determinadas partidas na segunda etapa, exatamente como aconteceu na partida contra o Egito, no Huntington Bank Field, em Cleveland. A dúvida é que se o bom desempenho do jogador pode torna-lo titular da seleção brasileira.
Concorrência com Matheus Cunha
Apesar de Endrick ter sido o principal nome do amistoso deste sábado, a tendência é que Carlo Ancelotti opte por Matheus Cunha continue como titular. O treinador já disse que o atacante do Manchester United, da Inglaterra, entrega características táticas diferentes do jogador revelado pelo Palmeiras. O paraibano é eficiente na pressão na saída de bola adversária. Além disso, ele recompõe o meio-campo e ajuda a fechar as linhas de passe. Acaba sendo utilizado como um pivô móvel.

Aos 27 anos, Matheus Cunha é um jogador mais experiente, já tendo atuado em diversas ligas europeias. Após dois anos no Wolverhampton, da Inglaterra, ele se transferiu para o Manchester United em junho de 2025 por 62,5 milhões de libras (R$ 482 milhões). O atacante assinou um contrato de cinco temporadas, válido até meados de 2030. Ele logo se tornou titular do time de Old Trafford, atuando como um “camisa 10” criativo, atacando por dentro e até ajudando na marcação pelas pontas.
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Após a vitória contra o Egito, Carlo Ancelotti elogiou os dois jogadores e procurou não dar detalhes de qual formação será utilizada contra o Marrocos. “O Endrick se posiciona bem na área, teve a oportunidade e marcou. Acho que todos são importantes, mas com diferentes características. Matheus (Cunha) pode não finalizar como o Endrick, mas é muito importante na construção do jogo”.





