Filadélfia – Raphinha tem poucas chances de voltar a jogar nesta Copa do Mundo. O atacante sentiu uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita na vitória do Brasil sobre o Haiti e terá de correr contra o tempo para se recuperar. O problema é que ele não tem esse tempo. Lesões musculares costumam exigir semanas de tratamento, descanso, fisioterapia e retomada gradual. A Copa, no entanto, não espera ninguém.

Tudo sobre a Copa de 2026

Apesar do quadro preocupante, Raphinha não será cortado neste momento. A comissão técnica decidiu mantê-lo no grupo e fará de tudo para tentar recuperá-lo. O Brasil ainda tem mais uma partida pela fase de grupos, quarta-feira, contra a Escócia, em Miami, e depois inicia a fase de mata-mata, agora nos 16 avos de final. Na prática, Raphinha dificilmente estará à disposição nos próximos compromissos. A esperança é que o tempo, o tratamento intensivo e uma resposta positiva do corpo permitam alguma participação mais adiante.

Exames de imagens apontam uma lesão muscular na coxa direita de Raphinha na partida contra o Haiti / CBF

A imagem do jogador no gramado do Estádio da Filadélfia já dizia quase tudo. Agachado, com o olhar fixo para os companheiros que se aproximaram, Raphinha deu o tom da lesão antes mesmo dos exames. Ele sabia que algo grave havia acontecido. Não era apenas dor de jogo. Não era desconforto passageiro. Era uma lesão muscular no meio de uma Copa do Mundo, o tipo de notícia que muda plano, escalação e perspectiva.

Exames confirma a contusão

Os exames deste sábado confirmaram o que a cena já indicava: contusão muscular. Raphinha vai viver, a partir de agora, uma rotina parecida com a de Neymar desde que chegou à seleção. Menos campo, mais hotel. Menos bola, mais fisioterapia. Vai trocar o treino coletivo por academia, massagem, descanso e tratamento em período integral. O atacante do Barcelona deixa de ser peça de jogo para virar paciente de Copa.

Sua vaga entre os titulares está aberta. E o lado direito do Brasil precisa mesmo ser abençoado. Antes de perder Raphinha, Carlo Ancelotti já havia cortado o lateral Wesley. Antes dele, ficou sem poder convocar Estêvão. Agora, perde o jogador que considerava peça fundamental do setor. A sequência de problemas no lado direito virou um assunto para a Seleção. Não é mais apenas uma baixa. É um pedaço inteiro do time em reconstrução.

Luiz Henrique é a primeira opção de Ancelotti para ocupar a vaga deixada por Raphinha, machucado / CBF

Ancelotti terá de tirar da cartola mais um escolhido. Luiz Henrique lidera a lista para ocupar o espaço aberto. Rayan entrou contra o Haiti pelo setor, mas não deve ficar com a vaga de Raphinha neste momento. O treinador gosta da força, da recomposição e da agressividade de Luiz Henrique. Também sabe que a Seleção precisa manter equilíbrio, porque o lado esquerdo, com Vini Jr. em alta, virou o caminho natural do ataque brasileiro.

Sem um dos melhores do mundo

O peso da ausência de Raphinha não está apenas no ataque. Ele é um jogador de pressão, intensidade, recomposição e obediência tática. Não é só ponta. É também um marcador avançado. Ajuda o lateral, fecha linha de passe, acelera transição e dá profundidade. Por isso Ancelotti gostava tanto dele. Um dia antes da lesão, o treinador disse que o jogador do Barcelona era um dos melhores do mundo. Não o tiraria do time em nenhuma outra condição.

Por isso também Raphinha seguirá no elenco. A comissão técnica não quer abrir mão de um jogador que considera decisivo se houver alguma chance, ainda que pequena, de recuperação. O risco é carregá-lo como mais um atleta sem condição imediata, como já acontece com Neymar. A diferença é que Raphinha chegou à Copa jogando, em alta e como titular absoluto. Sai de cena por uma fatalidade de jogo.

A lesão obriga Ancelotti a mexer em uma Seleção que ainda procura estabilidade. A vitória sobre o Haiti aliviou a pressão, deu liderança ao Brasil e mostrou a força do lado esquerdo com Vini Jr. e Matheus Cunha. Mas também deixou uma conta para pagar. O Brasil ganhou o jogo e perdeu uma peça importante. Em Copa do Mundo, às vezes a vitória cobra juros no dia seguinte.

SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin

Raphinha tem o carinho do técnico, o respeito da torcida e a amizade dos companheiros. Terá também a paciência da comissão. Mas sua Copa ficou muito ameaçada. Ele não será cortado agora porque ainda existe esperança. Pequena, mas existe. O problema é que esperança não trata lesão muscular. E o Brasil precisa seguir jogando enquanto espera.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui