Nova York – A seleção brasileira corre o risco de virar um balcão de negócios dos seus jogadores na próxima janela de transferências. Alguns atletas se valem da Copa do Mundo e do prestígio da camisa amarelinha para assinar novos contratos. Outros já chegaram com transferências encaminhadas, como o volante Casemiro. Ele vai assinar contrato com o Inter Miami por três temporadas. Isso deve acontecer ainda nesta segunda-feira, antes do jogo do Brasil com a Escócia.
Casemiro precisa assinar o contrato agora. Ele será parceiro de Messi assim que acabar a Copa. O volante foi convocado por Ancelotti sem clube e depois de deixar o Manchester United por decisão própria. Havia interesse do time inglês de que ele permanecesse por mais uma temporada. O jogador esperava uma oferta saudita, por milhões de dólares, mas ela não chegou. Ele tinha também uma proposta do Los Angeles FC, mas não houve acerto. Pelas regras da MLS, a liga americana de futebol, para que o Inter Miami entrasse na jogada, o LA tinha de desistir.

Isso só aconteceu agora. O jogador também não quis esperar o fim da Copa para tentar se valorizar. O tiro poderia sair pela culatra em caso de fracasso do Brasil e ele perderia a chance de atuar e morar nos Estados Unidos. Dessa forma, Casemiro aceitou a oferta do Inter Miami.
Casemiro e Messi juntos em Miami
Ele e Messi nunca atuaram juntos. Pelo contrário, sempre foram rivais no “El Clásico” entre Barcelona e Real Madrid e também nos duelos entre Brasil e Argentina, como pode acontecer na semifinal da Copa do Mundo. A janela de transferências vai se intensificar em julho, quando os clubes europeus começam a se remontar e a Copa já terá conhecido o seu campeão.
Raphinha também busca novos ares. O atacante do Barcelona, cujo contrato vai até junho de 2028, está à venda. E por interesse das duas partes: dele e do clube catalão. O time espanhol teme pelas lesões do jogador brasileiro e gostaria de repassar o seu contrato após o Mundial. Raphinha tem 29 anos e ficou 112 dias machucado na temporada passada.

Antes de assumir o próprio comando de sua carreira, o atacante trabalhou com Deco, ex-atleta e diretor de futebol do Barcelona. Uma transferência para o futebol saudita é o seu objetivo. As razões? Menos pelo futebol e mais pela condição financeira. The Football apurou que Raphinha tem uma mansão para pagar em Barcelona.
Raphinha quer jogar na Arábia
Por isso ele corre atrás de uma boa oferta. Mas pode ter problemas após a sua contusão na partida diante do Haiti. Ele sofreu uma lesão na coxa direita, foi substituído imediatamente e não se sabe se voltará a jogar na competição. O prazo mais otimista de retorno é na segunda semana de julho. A segunda Copa da carreira vai ser a sua última também.
Raphinha tem a sua carreira administrada pela sua mulher e por alguns familiares dela. Raphinha e o seu pai não se dão bem. Ele entende que chegou a hora de ganhar mais dinheiro no futebol. Também precisa pagar a casa em Barcelona. O jogador terá uma sombra no elenco e provavelmente perderá posição. O clube catalão contratou o atacante inglês Anthony Gordon, do Newcastle, para a temporada 2026/27. O Barcelona pagou 80 milhões de euros (R$ 467 milhões) pela transferência. Gordon assinou contrato por cinco temporadas.
Endrick volta ao Real Madrid
Há outros jogadores da seleção brasileira que podem trocar de camisa em meio ao Mundial. Todos eles têm contratos vigentes, mas muitos entendem que a Copa encerra um ciclo e abre outro: o da busca por novos acordos e mais dinheiro. O atacante Endrick deixa o Lyon e volta para o Real Madrid numa condição diferente e melhor para ele.
Carlo Ancelotti não colocou restrições sobre esse “balcão de negócios” na concentração brasileira, mas não há empresários circulando em meios aos atletas e nós locais usados pela seleção. Nem precisava. As transações ocorrem pelo zapp. Nos dias de folga, os jogadores são livres. Suas famílias alugaram casas nas imediações de Morristown, onde o time está. Nessas brechas sem treinos, acertos são feitos e contratos assinados.





