Líder do Grupo C, a seleção brasileira terá um desfalque para a partida desta quarta-feira contra a Escócia: o atacante Raphinha. O jogador do Barcelona sentiu uma lesão muscular da coxa direita e está fora da competição. Revelado pelo Vasco, Rayan deverá ser a aposta de Ancelotti para a posição. O treinador não confirmou, mas fez algumas insinuações. Outra novidade está no banco de reservas: Neymar. O meia-atacante está liberado pelo departamento médico e será opção pela primeira vez no Mundial. Ele estreia em sua quarta Copa do Mundo. Após uma atuação esforçada contra o Haiti, Endrick também poderá ganhar uma oportunidade no segundo tempo.
Após 28 anos, a Escócia voltou a disputar uma Copa do Mundo. Entretanto, o desempenho da equipe europeia até agora é apenas razoável. Com três pontos, o time britânico precisa ao menos de um empate contra o Brasil na última rodada para aumentar suas chances de se classificar entre os oito melhores terceiros colocados. Um dos principais nomes da equipe, o meia Scott McTominay, do Napoli, ainda não engrenou.

Competição: Copa do Mundo, Grupo C Data: 24 de junho
Horário: 19h
Onde assistir: Globo, SBT, SporTV, CazéTV, GETV e N Sports
Estádio: Hard Rock Stadium, Miami (EUA)

Brasil e Escócia se enfrentam pela última rodada da Copa em Miami. Com um futebol ofensivo, a equipe sul-americana é favorita para furar o bloqueio defensivo dos europeus. Sem Raphinha, Rayan deve herdar a sua vaga. Ficar na primeira posição do Grupo C evita deslocamentos desnecessários e manutenção do Brasil em New Jersey.

Brasil
Com quatro pontos conquistados no Grupo C, o Brasil luta para manter a primeira colocação da chave. A equipe de Carlo Ancelotti estreou contra o qualificado time de Marrocos e não saiu do empate de 1 a 1. Já diante do vulnerável Haiti, o Brasil venceu por 3 a 0, com dois gols de Matheus Cunha e um de Vini Jr. A novidade desta quarta é Neymar.
Escócia
Com uma convincente classificação nas Eliminatórias Europeias, a Escócia faz uma Copa burocrática. Venceu o Haiti na estreia por 1 a 0, com gol de John McGinn, no Gillette Stadium, em Boston, mas perdeu para Marrocos na segunda rodada pelo mesmo placar. Nas duas partidas, contudo, a equipe do treinador Steve Clarke demonstrou um sistema defensivo eficiente, mas com limitação criativa e ofensiva.

O Brasil atuará de forma ofensiva para furar o bloqueio adversário, tentando superar a defesa escocesa. O rival joga num 4-4-2, que pode virar um 4-5-1. Uma das estratégias será fazer a circulação rápida no meio-campo para atrair a marcação e abrir espaços por dentro. Com a lesão de Raphinha, a tendência é que a revelação Rayan tenha sua oportunidade. Já Neymar, recuperado de uma lesão na panturrilha, deve entrar na segunda etapa.

Jogador decisivo: Vini Jr.
Provável estratégia: referência criativa da seleção brasileira, o jogador de 25 anos atuará espetado pela esquerda para vencer o sistema defensivo fechado do adversário. Ele vai utilizar a sua velocidade para acionar Matheus Cunha, que será o centroavante.


BRASIL: Alisson: Danilo: Marquinhos: Gabriel Magalhães e Douglas Santos: Casemiro: Bruno Guimarães e Lucas Paquetá: Rayan: Matheus Cunha e Vinícius Júnior. Técnico: Carlo Ancelotti
ESCÓCIA: Angus Gunn: Nathan Patterson: Jack Hendry: Grant Hanley e Andrew Robertson: Scott McTominay: Billy Ferguson: Ryan Christie: John McGinn e Ben Doak: Che Adams. Técnico: Steve Clarke
Classificado para a segunda fase, a seleção brasileira precisa vencer e manter vantagem no saldo de gols para ficar na primeira posição do Grupo C. Se o Brasil empatar, só garante a liderança se Marrocos não vencer o Haiti. Se avançar em primeiro, a seleção ganha o direito de continuar no CT Columbia Park e hospedada no mesmo hotel adaptado em New Jersey.

Brasil e Escócia já se enfrentaram dez vezes na história com ampla vantagem da seleção brasileira: oito vitórias e dois empates. A última vez em Mundiais foi no jogo de abertura da Copa da França, em 1998, no Stade de France, em Saint-Denis. O Brasil venceu por 2 a 1, com gols de César Sampaio e Boyd (contra). Collins descontou para os europeus.
Segunda liga mais antiga do mundo, a Scottish Football League nunca teve a presença de muitos brasileiros. Na última temporada, o zagueiro Eduardo Ageu defendeu o Hearts. Já o atacante Danilo pertence ao Rangers, mas foi emprestado para o NEC Nij, da Holanda. Contudo, o brasileiro mais conhecido a atuar pelo futebol escocês é o meio-campista Juninho Paulista, que teve uma passagem pelo Celtic entre 2004 e 2005.





