O Flamengo atravessa o segundo semestre de 2025 com uma sensação clara: tem elenco, futebol e grandeza suficientes para ganhar tudo o que disputa. Brasileirão e Libertadores. Não parece exagero projetar um rubro-negro capaz de erguer as duas taças. A demonstração mais contundente dessa força veio nos confrontos recentes com o Internacional.
Em menos de duas semanas, foram três jogos – dois pela Libertadores e um pelo Brasileirão. Três vitórias categóricas, em sequência, sem dar espaço para o adversário respirar. Nem mesmo a atmosfera incandescente do Beira-Rio, tomada por papel picado, fumaça e pressão, foi capaz de abalar a solidez e a postura do Flamengo.
É um time que, enfim, se mostra ajustado por Filipe Luís. Um time que não se intimida, que se impõe, que joga com naturalidade e, sobretudo, que transmite a sensação de ser quase imbatível. Basta olhar o elenco para entender. Em todo o continente, ninguém consegue reunir tantas opções de qualidade.

Na lateral-esquerda, por exemplo, o clube tem ao menos três jogadores que seriam titulares em qualquer time da América do Sul. E o banco de reservas, que em outros lugares abrigaria suplentes comuns, no Flamengo acomoda craques do quilate de Pedro, De La Cruz, Viña, Everton Cebolinha e Emerson Royal. O luxo é de Filipe Luís, mas também o mérito: cabe a ele manter as vaidades sob controle e transformar um conjunto de estrelas em uma engrenagem coletiva que funciona com harmonia.
Samuel Lino e Saúl
As chegadas recentes de Samuel Lino e Saúl só reforçam esse cenário. Dois atletas que se encaixaram de imediato, como se jogassem ao lado de Arrascaeta, Bruno Henrique, Léo Ortiz e Jorginho há anos. É a tal profundidade de elenco que explica por que o Flamengo, no papel, só encontra rival à altura em Palmeiras e River Plate. Isso significa título garantido? Claro que não. O futebol é o território do imponderável, onde zebras também entram em campo. Mas pelo andar da carruagem, a torcida rubro-negra tem motivos de sobra para sonhar com mais taças.
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O risco maior talvez seja o de sempre: perder para si mesmo. Para a própria soberba, para os instantes de instabilidade que rondam clubes desse tamanho. O Palmeiras viveu isso recentemente, quando parte da torcida pediu a cabeça de Abel Ferreira após uma derrota. O Flamengo também experimentou, em outros momentos, desconfianças sobre se Filipe Luís estaria pronto para comandar um esquadrão dessa magnitude. Mas o futebol, que se move entre paixões e intempéries, também ensina que nada é mais forte do que a convicção em um projeto sólido.
Se o Flamengo souber blindar-se contra armadilhas internas, não há Beira-Rio, não há pressão, não há adversário capaz de resistir. Time, ele já tem. Ah, como tem.





