A final da Supercopa Rei entre Flamengo e Corinthians ganhou capítulos de suspense dignos de cinema após o apito final do primeiro tempo. A CBF divulgou no domingo os áudios e a fundamentação técnica para a expulsão do colombiano Jorge Carrascal, que só recebeu o cartão vermelho após o intervalo, por um soco no rosto de Breno Bidon, dado no primeiro tempo.
Embora a agressão tenha ocorrido nos acréscimos da etapa inicial, o árbitro Rafael Klein encerrou o jogo sem punições, pois o VAR ainda não tinha imagens conclusivas da jogada. Foi durante os 15 minutos de descanso que a equipe de vídeo encontrou o ângulo determinante. Foi mais uma lambança do sistema de vídeo da arbitragem brasileira.

“Durante o intervalo, a equipe do VAR encontrou evidências de uma conduta violenta (do jogador do Flamengo). Eu vou ser chamado agora para rever o lance porque se trata de uma conduta violenta, eu posso fazer isso em qualquer momento da partida”, explicou Klein aos capitães Arrascaeta e Gustavo Henrique antes de reiniciar o jogo após o intervalo. O técnico Filipe Luís, do Fla, disse que nunca tinha visto isso.
Decisão incomum, mas na regra
A decisão, embora incomum, está estritamente amparada pelo Livro de Regras 2025/26. Segundo o protocolo da Fifa, casos de conduta violenta, cusparadas ou mordidas são as únicas exceções que permitem ao árbitro realizar uma revisão mesmo após o jogo ter sido paralisado e reiniciado. A nota oficial da CBF trouxe um detalhe que passou despercebido por muitos: um apagão elétrico no Estádio Mané Garrincha teria afetado a cabine do VAR. Segundo a CBF, o No-break sustentou o sistema por apenas 15 minutos. Alguns locais do estádio teriam ficado sem energia por 19 minutos. A partida começou às 16h. Houve um “voo cego” do VAR.
Nota da CBF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarece que a expulsão do atleta Jorge Carrascal, na partida entre Flamengo e Corinthians, pela Supercopa Rei, ocorreu após checagem das imagens disponíveis, realizada pela equipe de VAR a partir do momento do lance, e que foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo. Neste procedimento, foi identificada evidência de conduta violenta envolvendo o jogador nº 15 do Flamengo (Carrascal) contra o jogador nº 7 do Corinthians (Breno Bidon), em lance ocorrido fora da disputa da bola e com o jogo parado.
Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar com a consequente expulsão do atleta.
SIGA THE FOOTBALL
Instagram
Facebook
Linkedin
TikTok
Facebook
O procedimento adotado está amparado no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR da FIFA, que autorizam a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo. A CBF informa ainda que, no intervalo da partida, houve uma queda de energia elétrica em diversos setores do estádio, inclusive na VOR (Vídeo Office Room, a Cabine do VAR).
O sistema de contingência (no-break) manteve a operação do VAR por aproximadamente 15 minutos. Como a energia na região não foi restabelecida prontamente a partida transcorreu sem o uso do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo. A arbitragem cumpriu integralmente os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e aos treinadores das duas equipes. A Comissão de Arbitragem reforça que todas as decisões tomadas em campo seguiram rigorosamente as Regras do Jogo, sem qualquer prejuízo técnico ou esportivo à partida.
Fundamentação Normativa: O Livro de Regras 2025/26 prevê expressamente a possibilidade de revisão após o reinício do jogo somente em situações específicas, entre elas a possível infração passível de expulsão por conduta violenta:
• Livro de Regras 2025/26 – pág. 159: Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro pode realizar uma revisão e tomar as medidas disciplinares adequadas somente em casos de erro de identificação ou de eventual infração passível de expulsão por conduta violenta, cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.
• Livro de Regras 2025/26 – pág. 154 (Protocolo VAR – Princípios, aspectos práticos e procedimentos) – Item 1 (Princípios) – Subitem 10: Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro não pode realizar uma revisão, exceto em casos de erro de identificação ou de uma possível infração passível de expulsão por conduta violenta, cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.
• Livro de Regras 2025/26 – pág. 75 (Regra 5) – Item 4 – “Revisões após o reinício do jogo”: Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro pode somente realizar uma revisão e tomar as medidas disciplinares adequadas em casos de erro de identificação ou de eventual infração passível de expulsão por conduta violenta, ou por cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva”.






I really enjoyed playing. missile dude rpg has some interesting mechanics that keep you coming back for more.