A relação entre Gabigol e a torcida do Santos vive dias de pura euforia, mas o atacante não deixou o brilho dos gols esconder sua insatisfação com as condições da partida na Vila Belmiro. Após marcar o gol que definiu o empate por 1 a 1 contra o Corinthians nesta quinta-feira, o camisa 9 santista subiu o tom contra a bola oficial da competição. É a opinião de quem está no campo. Tem peso, portanto.
Mesmo vindo de um período de ausência por problemas físicos, Gabigol mostrou que o faro de gol está intacto. Depois de marcar na vitória contra o Novorizontino, ele foi decisivo no clássico. No entanto, ao explicar a batida forte que venceu Hugo Souza, o atacante condenou a bola fabricada pela Penalty. “A falta é uma questão de momento. Com todo respeito, a bola é horrível, ela não iria subir e descer (para batida colocada), mas tinha o canto do goleiro e optei por fazer isso”, revelou Gabigol. Ele chutou forte contra o goleiro corintiano, que falhou e deixou a bola passar. Nesta edição do torneio, a empresa ouviu jogadores sobre a qualidade de um protótipo da bola.

Neymar reclamou em 2025
Gabigol não está sozinho nessa reclamação. A insatisfação com a tecnologia na confecção da bola parece não agradar grandes personalidades do futebol brasileiro. O atacante reforçou críticas que já haviam sido feitas por Neymar e pelo técnico Filipe Luís, do Flamengo, no Rio. Neymar também não poupou o material. “Com todo respeito à Penalty, acho que precisa melhorar um pouco mais essa bola. Outro dia o Filipe Luís falou a mesma coisa, e concordo com ele. Essa bola é muito ruim.”
Diante da repercussão negativa na época, a Penalty emitiu uma nota oficial garantindo que buscaria o diálogo com os protagonistas para evoluir o produto. Até agora na competição estadual, apenas Gabigol detonou a pelota. Corinthians e Santos têm cinco pontos. A fabricante sempre se comprometeu a evoluir nesse sentido e a se enquadrar nas normas da Fifa.
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Os jogadores brasileiros também reclamaram no ano passado dos gramados sintéticos. A reclamação foi muito mais forte, mas nada aconteceu por enquanto. O assunto foi rebatido pelos dirigentes dos clubes que se valem desse tipo de grama e o assunto foi esquecido. A CBF só acompanhou. Palmeiras e Atlético-MG são dois exemplos de times que jogam nesse tipo de campo. É muito difícil que a bola do Paulistão seja modificada a partir das reclamações de Gabigol. Não dá tempo para isso.
Cada Estadual tem a sua bola
Geralmente, o que a empresa apresenta é um modelo novo para a decisão do campeonato, mas apenas com visualização diferente. Vale ressaltar que cada federação estadual se vale dos seus patrocinadores de bola. Portanto, não há um único modelo para todas as competições regionais.





