Carlo Ancelotti vai moldando a seleção brasileira ao seu jeito de ver futebol. Ele toma as decisões de forma clara e objetiva. Nesta terça-feira, o Brasil faz um amistoso com o Japão, em Tóquio. Bem pertinho dali, em Yokohama, no dia 30 de junho de 2002, a seleção ganhou o seu último título mundial: bateu a Alemanha por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo e um abraço em Rivaldo. De lá para a Copa do Mundo de 2026 serão 24 anos. O treinador italiano sabe desse hiato e da sua responsabilidade no comando do time. Por isso, Ancelotti vai tomando suas decisões sem perder tempo. Aliás, tempo é tudo o que ele não tem.

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O Brasil fará de agora em diante testes pontuais, para que o treinador observe um ou outro jogador até entregar a lista dos 26 atletas à Fifa. A seleção é uma das 21 equipes das 48 já classificadas para a competição. No mês que vem, depois desses dois jogos contra Coreia do Sul e Japão, por onde o time de 2002 passou antes de ganhar o penta, a CBF já tem marcado mais duas partidas na Europa, contra Senegal (Londres) e Tunísia (Paris).

Ancelotti comanda treinamento da seleção brasileira para jogos amistosos na Ásia: treinador prepara lista da Copa / CBF

Em março, para os últimos jogos amistosos antes da competição nos Estados Unidos, Canadá e México, Ancelotti fechará a relação. Depois de alguns meses e de cinco partidas no comando, já dá para entender o que pensa e deseja o treinador italiano para a seleção brasileira. O Brasil tem um dos melhores técnicos do mundo.

Jogo coletivo

Ancelotti trabalha para fazer do amontoado de jogadores que o Brasil tinha um time de verdade, com padrão, jeito de atuar e definição de posicionamento em campo. Ele tem autoridade para isso. É maior do que todos os atletas.

Jogo individual

O treinador não vai tirar ou abrir mão de nenhuma característica dos jogadores brasileiros, principalmente dos atacantes. Ele quer o drible, as arrancadas, as jogadas individuais, mas também a marcação setorizada. Ele quer a velocidade, mas em bloco e com inteligência.

Ancelotti está mais preocupado com a forma de jogar da seleção do que com a formação da lista dos 26 atletas / CBF

Defesa

O italiano está convencido de que a defesa ou o sistema de marcação da seleção está arrumado, com pequenos acertos e fáceis. Ele não se preocupa com o setor. O último a chegar foi Militão, e deve ser titular. Marquinhos também tem a confiança do técnico.

Volantes

Ancelotti não deve fazer mais testes no setor. Casemiro e Bruno Guimarães são os escolhidos. Deve ter mais um ou dois para a posição. O volante do Manchester United deve ainda ser o capitão da equipe na Copa do Mundo. Além de bons marcadores, eles têm saída de bola e podem ajudar na construção das jogadas ofensivas.

Goleiro

Hugo Souza, do Corinthians, está escalado para enfrentar o Japão nesta terça-feira, em Tóquio. Se der tudo certo, ele vai para a Copa como segundo ou terceiro goleiro. Alisson e Bento estão na sua frente.

Neymar se prepara para voltar ao Santos no fim do mês: atacante não tem mais lugar certo na seleção brasileira / Santos

Neymar

O treinador não quer fechar as portas para Neymar. Faz isso de caso pensado. E está certo. Mas coloca condições claras para o atacante do Santos: estar em forma e suportar jogar oito jogos seguidos. Neymar não tem essa condição atualmente. Se não adquirir essa condição, não vai. Ancelotti tem sido correto com o jogador.

Na frente

Talvez seja o setor do time com mais jogadores de qualidade. Nenhuma seleção de os atacantes que o Brasil tem. Rodrygo e Vini Jr. parecem certos na lista, assim como Estêvão e Matheus Cunha, que pode jogar em outras funções. Há ainda João Pedro, Richarlison, Martinelli, Luiz Henrique, Endrick, Pedro…

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Problema na armação

Além dos volantes e de Lucas Paquetá, o Brasil carece de armadores. Isso pode fazer com que Ancelotti pense em Neymar com mais carinho. Rodrygo faria essa função, mas improvisado. O técnico garimpa um camisa 10.

Lista final

A CBF vai apresentar a lista para a Copa depois dos amistosos de março, quando a seleção vai fazer seus dois últimos amistosos. O único jogador que pode dividir opiniões é mesmo Neymar. Em novembro, o Brasil enfrenta Senegal e Tunísia, na Europa, para os testes derradeiros. Ancelotti trabalha o padrão do time. Mais até do que a lista de atletas. Ele já tem a maioria no papel. Devem ser 26, com mais atacantes. A lista terá mais do que os jogadores permitidos. Ancelotti fará um grupo grande com margens para cortes.

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