O Corinthians não vencia o Bragantino na Neo Química Arena havia quatro anos. Mas dizem os sábios do futebol que tabus foram feitos para serem quebrados. A maldição acabou na noite desta quinta-feira, quando o Timão, enfim, se impôs como o todo-poderoso de Itaquera e venceu por 2 a 0.
Fácil não foi. Pelo contrário: mais uma vez o Corinthians contou com a estrela do goleiro Hugo, que defendeu um pênalti quando o jogo estava 1 a 0 e os fantasmas do retrospecto recente voltavam a dar sinais de vida. Com a defesa na cobrança de Isidro Pitta, Hugo aumentou seu cartaz com a torcida e galgou mais um degrau no Olimpo dos ídolos históricos do clube, igualando-se ao lendário Gylmar dos Santos Neves, com 11 pênaltis defendidos. Ambos ocupam o terceiro lugar no ranking dos goleiros mais pegadores de pênalti.

Apesar dos desfalques inesperados de André e Bidon, poupados por problemas médicos, o Corinthians manteve o padrão tático que já virou marca registrada do trabalho de Dorival Júnior. A trinca de volantes deu suporte para Rodrigo Garro jogar mais solto e alimentar Yuri Alberto e Memphis Depay no ataque.
Nó tático de Dorival
Carrillo e Mateus Pereira cumpriram bem a função de fechar os espaços e permitir o avanço dos laterais — Matheuzinho pela direita e Matheus Bidu pela esquerda. O plano deu certo: o Corinthians conquistou sua primeira vitória no Brasileirão, enquanto o Bragantino sofreu a primeira derrota no ano após dez jogos — sem contestações.
Não faltou energia no primeiro tempo. O Bragantino até começou melhor e criou boas chances em jogadas individuais de Lucas Barbosa e Isidro Pitta. Mas depois dos 20 minutos, o Corinthians passou a acertar passes longos nas costas da zaga adversária, acionando Yuri Alberto em velocidade. O Alvinegro criou boas chances, mas acertou apenas uma finalização no alvo, defendida por Cleiton.
O presente de Memphis
No segundo tempo, o Corinthians chegou ao gol com suas armas já conhecidas. Logo no início da etapa final, em escanteio batido com perfeição por Garro, o zagueiro Daniel Paulista marcou seu segundo gol com a camisa do time do coração, em cabeçada precisa. O time é muito forte nas bolas paradas. Mal deu tempo de comemorar, no entanto, e veio a aflição. Em um chute de fora da área, o árbitro anotou toque de mão de Gustavo Henrique e apontou para a marca da cal. Isidro Pitta foi para a cobrança e parou no paredão da Fiel. O lance foi determinante.
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A partir dali, o Bragantino se lançou ao ataque em busca do empate a qualquer preço e se abriu para os contra-ataques corintianos. Em uma bela arrancada pelo meio, Garro serviu Yuri Alberto na entrada da área. O atacante, que ainda não marcou neste ano, driblou o zagueiro e bateu forte no ângulo. Cleiton defendeu, mas deu rebote — e lá estava Matheus Bidu, na pequena área, para concluir às redes. Prêmio para mais uma boa atuação do lateral, definitivamente consolidado como peça confiável na defesa e excelente na fase ofensiva.
Com o placar construído, o Corinthians administrou o fim de jogo e antecipou o carnaval da torcida, que neste fim de semana muda o foco para o sambódromo do Anhembi. Para os jogadores também há espaço para festa — longe da passarela, mas no aniversário de Memphis Depay, que celebra 32 anos nesta sexta-feira. O “chefe” tá on.





