Zinedine Zidane seŕá o próximo técnico da seleção francesa de futebol. O maestro do time francês de 1998, que conquistou a Copa do Mundo na final contra o Brasil, com dois gols de cabeça, já tem tudo acertado com a Federação do país para um novo ciclo depois da Copa do Mundo. Ele vai substituir Didier Deschamps. Jogador do Real Madrid nos tempos da primeira encarnação dos Galáticos, ao lado dos brasileiros Ronaldo e Roberto Carlos, e do português Luís Figo, Zidane também se consagrou como um técnico de mão cheia no multicampeão espanhol.
Fora das quatro linhas, ele geriu egos, conquistou títulos e se tornou uma referência nas duas vezes em que esteve no comando técnico do Real Madrid, entre 2016 e 2018 e mais tarde no período de 2019 e 2021. Portanto, nada mais natural do que o fato de o seu nome encabeçar a lista dos favoritos a suceder Deschamps, seu amigo e capitão da seleção francesa, desde o fim dos anos 1990.

O nome de Zidane ainda não está confirmado oficialmente, mas a imprensa francesa e também espanhola dão como certa a sua contratação do treinador após o Mundial, independentemente do resultado do time. Seu nome vazou a poucos dias da partida amistosa entre a França e o Brasil, em Boston, nos Estados Unidos. A Federação deve anunciá-lo antes da Copa do Mundo.
‘Já sei que será o novo técnico’
Apesar de nenhum contrato ter sido assinado entre ele e a Federação Francesa de Futebol (FFF) e nem mesmo existir um comunicado sobre a troca de comando na equipe, jornais sediados em Paris, como L’Équipe, Le Figaro, Le Monde e Le Parisien já dão o acordo verbal entre as duas partes como garantido. O primeiro ciclo de Zidane será de quatro anos, com a possibilidade de continuar. “Já conheço o nome do futuro treinador da seleção francesa”, disse o presidente da FFF, Philippe Diallo, ao Le Figaro. Mas ele não o revelou.
Mas até as pedras que revestem o Palácio do Louvre já sabiam que o nome de Zidane era especulado no comando da seleção desde que Deschamps anunciou que em julho encerrará o seu ciclo na equipe. Didier Deschamps está no cargo desde junho de 2012, portanto há 14 anos. Ele vai para a sua quarta Copa do Mundo como técnico. Ganhou a de 2018, mas perdeu na final em 2022 para a Argentina.
Zidane espera desde 2021
Sem que ninguém perguntasse a respeito, em janeiro do ano passado, durante participação em um telejornal da TF1, a maior emissora francesa, Deschamps anunciou que o fim de seu ciclo estava próximo. “Estou à frente deste cargo desde 2012, meu contrato vai até 2026, até a próxima Copa do Mundo, mas vai acabar por aí porque tem de acabar em algum momento”, disse ele.

E foi assim que a oportunidade começou a bater à porta de Zidane. O ex-craque da seleção francesa nunca escondeu o seu desejo pelo cargo, e está disponível desde 2021, quando encerrou seu vínculo com o Real Madrid. O clube já o convidou a voltar outras vezes, mas ele preferiu esperar a chance nos Blues. Ela chegou. “Aquela pergunta estava preparada, mas Deschamps não planejava fazer o anúncio de sua saída”, disse a apresentadora Marie-Sophie Lacarrau da TF1.
Seja como for, a partir daquele momento, Philippe Diallo desencadeou o processo de sucessão no cargo de treinador da França. “Precisamos de um perfil que preencha muitos requisitos: precisa conquistar o apoio do povo francês, já que esta seleção é a seleção do povo francês”, disse ele ao Le Figaro. Entre os cinco nomes cogitados para ocupar o cargo, segundo Diallo, o fato é que nenhum deles teria o brilho do ex-jogador que levou os Bleus ao topo do mundo pela primeira vez, na Copa do Mundo de 1998.
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Claro que como acontece em qualquer proposta de emprego, os pontos da negociação ainda são desconhecidos. Qual será o salário de Zidane na seleção da França? Ancelotti ganha R$ 60 milhões por ano no Brasil. Quem fará parte da sua comissão técnica? Ele fará propaganda para a Nike, mesmo sendo historicamente ligado à adidas? São questões a serem definidas e comunicadas em breve. Mas não há como negar que Diallo marcou um golaço com a contratação do substituto de Deschamps.




