A Fifa celebra a aproximação com o presidente dos Estados Unidos. Não se viu o chefe de governo ou de Estado se aproximar da festa do título mundial da Argentina, no Catar, nem Putin foi ao campo de jogo para entregar medalhas à França nem Dilma Rousseff desceu ao gramado no Brasil. A última lembrança deste tipo é Nelson Mandela passeando num carrinho de golfe, já debilitado fisicamente, antes da abertura da Copa de 2010, entre África do Sul e México. Mandela era um símbolo da paz. Trump é de outra família.

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A Fifa foi fundada em 1904, em Paris. Mudou-se para Zurique, na Suíça, em 1932. Queria um lugar neutro para operar, no momento em que o Nazi-Fascismo crescia na Europa.

Gianni Infantino e Donald Trump: parceria antes do Mundial e reforçada durante a competição dos Estados Unidos / Fifa

Neste momento acontece o oposto. A Democracia americana é, supostamente, a maior Democracia do planeta, mais pelo número de habitantes do que por seu respeito aos princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Nunca foi tão ameaçada desde o fim da Guerra de Secessão, em 1865.

Fifa dentro da Trump Tower

Justamente neste momento, a Fifa instala seu departamento jurídico em Miami e inaugura um novo escritório em Manhattan. Apenas em Manhattan, não! Na Trump Tower.

Não perca de vista o fato de, dez anos atrás, o FBI ter se envolvido até o pescoço na investigação de dirigentes do futebol mundial, que levou à prisão o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, impediu de viajar Marco Polo del Nero, causou constrangimento a todos os que faziam parte daquilo que se convencionou chamar “Família Fifa.”

Nesta Copa do Mundo, pela primeira vez na história, um país anfitrião atacou um membro da Família Fifa durante a competição. Ninguém perguntou a Gianni Infantino como a Família Fifa se sentiu e o que ela pode fazer para não viver situação semelhante no ano que vem. É constrangedor como Infantino não se constrange.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ‘invade’ a festa do campeão Chelsea no Mundial de Clubes da Fifa / Fifa

A presença de Donald Trump no gramado para entregar medalhas constrangeu o capitão do Chelsea, Reece James. “Esse cara não vai sair daqui?”

Silêncio da Fifa

A relação da Fifa com os governos nacionais é justa. Nem se cobra que bata de frente sobre questões de Estado. A soma das coisas é que se estranha. Não se pronunciar contra as relações de trabalho e a falta de direitos das mulheres e homossexuais no Catar. Não debater com Putin. Excluir a Rússia das competições internacionais e não Israel. Não se pronunciar quando os Estados Unidos atacam bases nucleares do Irã, em plena Copa do Mundo de Clubes.

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Infantino elogiou a relação de Trump com o futebol, afirmou que ele tem uma bola na Casa Branca, abriu as portas e o campo para que entregasse medalhas aos campeões do Chelsea. Quebrou uma tradição de sessenta anos. Desde a Rainha Elizabeth II, na Copa de 1966, nenhum chefe de Estado ou de Governo entregava os prêmios. Em 1994, Bill Clinton era o presidente. Enviou telegrama a Carlos Alberto Parreira dando parabéns pelo troféu da seleção brasileira.

Há líderes que não precisam de afirmação. Outros querem aparecer. Gianni Infantino teve seu último encontro na Casa Branca, com Donald Trump, no Salão Oval.

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