Vitória cai do céu no Ceará: gol de Talles Magno é um alívio para a má fase do Corinthians

Primeira vitória fora de casa neste Brasileirão, por 1 a 0 , em Fortaleza, interrompe sequência de 4 jogos sem vencer, traz três pontos importantes e dá trégua a Dorival. Mas não engana ninguém

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Talles Magno / Corinthians

Foi um alívio. Nada mais que isso. A primeira vitória do Corinthians fora de casa neste Brasileirão, por 1 a 0 sobre o Ceará, em Fortaleza, na noite desta quarta-feira, interrompeu uma sequência de quatro jogos sem vencer, trouxe três pontos importantes e deu uma trégua a Dorival Júnior. Mas não enganou ninguém.

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A declaração de Talles Magno ao fim da partida disse muito. “Estamos aliviados! A gente não vinha num momento bom, mas seguimos trabalhando sabendo que uma hora a chave ia virar.” E virou. Não porque o time tenha jogado bem ou superado seus problemas. Mas porque, numa noite em que pouco produziu, conseguiu achar um gol salvador. Foi a vitória de quem teve a sorte de tropeçar em um gol – e soube se agarrar a ele como pôde.

Talles Magno manda a real da vitória do Corinthians sobre o Ceará pelo Brasileirão: ‘estamos aliviados’ / Corinthians

O Corinthians foi mais do mesmo. Um time frágil, previsível, sem repertório ofensivo, que sobrevive à base de lampejos de Garro e da boa vontade dos deuses do futebol. Mesmo com dias livres para treinar, trocar peças, descansar e reorganizar ideias, o que se viu foi a repetição de erros técnicos, táticos e comportamentais que se arrastam há meses. O tempo passa, os técnicos mudam, mas o Corinthians segue sendo o Corinthians de sempre: aquele que não assusta, não propõe, não ameaça. É um time burocrático, de plano tático rudimentar, quase primário.

Memphis e Yuri não jogaram

É verdade que havia desfalques importantes no setor ofensivo. Memphis Depay, Yuri Alberto e Romero ficaram fora, o que obrigou Dorival a escalar Gui Negão e Talles Magno na frente. Com esse time limitado, a estratégia foi clara: jogar por uma bola. O plano era se proteger, trocar passes de lado, gastar o tempo e esperar que Garro achasse um espaço, um passe, uma mágica.

Foi o que aconteceu aos 26 do segundo tempo. Rodrigo Garro, enfim, viu Carrillo escapando pela ponta-direita e lançou. O peruano, que acabara de entrar, foi até o fundo e cruzou rasteiro. O goleiro e o zagueiro do Ceará se enrolaram e a bola sobrou limpa para Talles Magno no segundo pau. Ele quase desperdiçou ao pisar na bola, mas se recuperou a tempo de mandar para as redes antes da reação da zaga. Gol. Que alívio!

Fechadinho após o gol

A partir dali, o Corinthians se fechou de vez. Dorival montou uma retranca explícita, com cinco defensores na linha de trás, quatro no meio e Gui Negão isolado na frente. A ordem era clara: sobreviver. E conseguiu segurar a vitória, diante de um Ceará que também pouco criou. O time da casa, que vinha embalado pelo triunfo sobre o Fortaleza, decepcionou diante da chance de firmar-se na Série A.

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No fim, o Castelão — com seu gramado indigno da elite do futebol brasileiro — foi palco de um jogo ruim, resolvido por um lampejo isolado. O Corinthians venceu, somou três pontos e respirou. Mas segue sendo um time em busca de si mesmo, dependente de uma bola achada, de um erro do adversário, de um passe de Garro. Ou do acaso. A vitória foi um alívio. Só isso. E talvez, por ora, seja tudo o que o time tem a oferecer.

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