Os clubes de maior audiência, torcida e, principalmente, investimento no futebol brasileiro, como Flamengo e Palmeiras, não devem aceitar receber apenas três vezes mais do que seus concorrentes menores e de pouco gasto na formação de boas equipes. Esses clubes precisam ser mais bem remunerados pela liga única, de modo a dar exemplo para os rivais do Campeonato Brasileiro.
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Para fortalecer o futebol nacional, os times médios e pequenos devem investir mais na formação e na venda de jogadores, na recuperação de recursos e na composição de equipes competitivas. Isso implica em comprar jogadores e segurar no elenco os bons atletas por mais tempo. Se os grandes aceitarem as condições dos pequenos, a Liga que está sendo formada para gerir o futebol no Brasil vai puxar todos os times para baixo, quando ela deveria fazer o caminho inverso. Todos têm de se mirar nas equipes de sucesso. E não o contrário.

É muito cômodo para os clubes se valerem anualmente das receitas das transmissões dos jogos sem qualquer contrapartida ao futebol. Deveria haver até uma regra para que parte desse dinheiro ganho fosse empregado na contratação de jogadores, a fim de reforçar seus elencos e ter times mais fortes. Pagar menos ao Flamengo e ao Palmeiras, por exemplo, significa frear os investimentos desses dois clubes. Pior: sem qualquer garantia de que os concorrentes vão utilizar suas fatias da nova receita para melhorar seus respectivos elencos.
Estimativa é levantar R$ 6 bilhões
É claro que há uma série de ajustes a serem feitos com a possível unificação de uma liga única, como o fair play financeiro, as contas em dia, as dívidas reduzidas, melhores estádios, gramados e gestões… Tudo deve fazer parte desse salto que o futebol brasileiro quer dar. Mas me parece correto dar mais a quem tenta melhorar a qualidade do futebol brasileiro em todos esses aspectos. O mais importante é ter times competitivos. A Libra e a LFU vão dividir aos clubes filiados valores parecidos: R$ 1,1 bilhão e R$ 1,7 bilhão. Dirigentes à frente do processo dizem que esses valores, unidos, podem chegar a R$ 6 milhões. Isso triplica o valor pago aos clubes.
O presidente Bap, do Flamengo, já disse que não vai assinar nada da liga que remunere o seu clube apenas três vezes mais do que os concorrentes menores. Ou seja, se o Juventude ganhar R$ 30 milhões por ano com direitos de TV/Streaming, o Flamengo teria de receber apenas R$ 90 milhões. Ele não concorda com isso. A ideia seria tornar os clubes mais iguais. Mas os clubes não são iguais. Quem investe mais tem de ganhar mais. Quem dá mais audiência tem de receber mais. E quem paga suas contas em dias não pode ser tratado da mesma forma de quem deve no mercado e atrasa salários.
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Os clubes precisam melhorar suas gestões e finanças por conta própria e não ancorados em quem faz esse trabalho direito no futebol brasileiro. Só assim, esses times mal administrados e devedores, de equipes fracas, vão se coçar, parar de eleger presidentes fracos e desonestos e tratar a instituição com mais respeito. Quem ganha é o futebol brasileiro.





