Wendell se junta aos jogadores machucados com gravidade no São Paulo. Oscar e Lucas tentam se recuperar. Eles terão a companhia do lateral-esquerdo de 32 anos. Ao lado do Trio no Refis há o atacante Calleri. Os prazos de volta são confusos e imprecisos. Wendell sofreu uma lesão na coxa esquerda na partida contra o Athletico Paranaense pela Copa do Brasil. Os exames de imagens apontaram a gravidade da contusão. Estima-se que ele fique fora por quatro semanas. Um mês. Agosto já era para o jogador.
Crespo terá de se desdobrar ainda mais para montar um time capaz de continuar sendo competitivo. Enzo Diaz é o substituto natural da posição. Terá de jogar até a volta do companheiro. O treinador pode olhar para a base ou improvisar. É a maldição do calendário brasileiro no futebol. Não é só o São Paulo que sofre com as contusões. O Palmeiras tem o seu DM com fila de espera. Não há o que fazer. Lucas chegou a ser cobrado pelo tempo em tratamento. Mas não é esse o problema. É preciso apontar o dedo para a quantidade de jogos no país.

Os clubes e as entidades estão caindo na real sobre o problema da pior maneira possível: perdendo seus jogadores em meio às competições. O tripé jogo-treino-viagem tem acabado com o futebol e com os atletas, enfraquecido os times e deixando os torneios mais pobres. É preciso colocar nessa trinca um quarto elemento: o descanso.
30 jogos por ano
Os atletas estão correndo mais. A intensidade e a dinâmica das partidas foram aceleradas. Como a vida. Os treinos estão mais puxados porque o jogo exige isso. Mas o corpo não aguenta. O corpo dos atletas tem preparo especial, dependendo da sua idade e das contusões na carreira. Mas ele tem apontado fadiga com tantos jogos. Um estudo publicado no jornal British Journal Sports Medicine diz que acima de 30 jogos por temporada o índice de lesão no atleta aumenta. Os jogadores dos grandes clubes do Brasil atuam 70 partidas por ano, em média.
A CBF sabe disso e promete mudar esse cenário. O presidente Samir Xaud só não sabe ainda como fazer isso. Ele vai ter de cortar da própria carne e reduzir datas no calendário. Esticar o período de disputa pode ajudar, mas isso deve comprometer as férias dos atletas. Uma outra opção é passar a subsidiar os clubes, de modo a dar condições a todos eles de ter elencos maiores, com mais jogadores. Inviável.
Grupos maiores são inviáveis
Ocorre que os técnicos, embora já entenderam que precisam rodar o elenco, não gostam nem sabem trabalhar com grupos grandes, de 35 ou 40 jogadores. Isso dobra o trabalho e aumenta o número de problemas no vestiário. Os dirigentes de clubes são sensíveis ao problema, botam a boca no trombone, mas não abrem mão das competições.
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Crespo disse que o São Paulo vai priorizar a Libertadores e o Brasileirão. Mas vai abrir mão das quartas de final da Copa do Brasil, caso passe pelo Athletico? Duvido. O problema existe e está mandando nossos atletas para os DMs, com isso o futebol brasileiro tende a viver de jogos ruins e de jogadores machucados.





