O clima será pesado no vestiário do Palmeiras para a partida contra o Corinthians na Copa do Brasil. Não vai ser um jogo comum na próxima quarta-feira no Allianz Parque. A tensão está no ar porque os jogadores do Palmeiras teriam sido “desrespeitados”, com provocações desnecessárias, intimidações, cusparadas e empurrões. O clima azedou. E a promessa velada é de troco no jogo de volta. O Palmeiras faz o segundo duelo em casa e precisa ganhar por dois gols de diferença para se classificar para as quartas de final. Perdeu em Itaquera por 1 a 0, com gol de Memphis Depay.
Ganhar é o primeiro objetivo dos jogadores de Abel Ferreira. Dar o troco às provocações com juros e correção monetária é o segundo. O cheiro não é de um jogo tranquilo. Há uma necessidade não declarada de se impor no Allianz Parque e, desta vez, não apenas tecnicamente. Na várzea, o torcedor diria que o time mandante quer confusão.

Esse clima bélico não faz parte do futebol, mas é comum na rivalidade de Palmeiras e Corinthians desde sempre. Quem não se lembra da briga do Paulistão de 1999, quando Edílson começou a fazer embaixadas e a provocar o adversário. O time vencia por 2 a 0. Paulo Nunes, atualmente comentarista da Rede Globo, foi o primeiro a partir para cima do “Capetinha Edílson” antes da chegada de outros palmeirenses. A confusão foi grande. Em 2017, Felipe Melo teve boas divididas com Maycon e Gabriel após ser provocado com declarações polêmicas antes da disputa. Não houve brigas, mas o jogo foi quente. A história registra muitos outros confrontos tensos entre Palmeiras e Corinthians.
Jogo picotado é ruim para o Palmeiras
Abel sabe que esse clima não ajuda o Palmeiras a fazer os gols que precisa nessa Copa do Brasil. Como o Corinthians tem a vantagem do empate, interessa ao time de Memphis Depay uma partida truncada, paralisada e com menos bola rolando. Esse jogo, no entanto, é péssimo para o Palmeiras. Mas é preciso saber se os jogadores vão conseguir se controlar. A promessa é de sangue nos olhos.





