O provável Palmeiras contra o Universitário nesta quinta-feira deve ter a volta do zagueiro Murilo, o que é uma boa notícia para o técnico Abel Ferreira. Ele foi relacionado. Se não jogar, Micael joga. O jogo em Lima vale pelas oitavas de final da Libertadores. Como teve a melhor campanha da fase de grupos da competição, o Palmeiras tem o direito de decidir em sua casa.
No entanto, Abel não pretende mexer na formação ofensiva do time, o grande calcanhar de Aquiles da equipe depois do Mundial de Clubes da Fifa. E isso não é uma boa notícia. Lucas Evangelista já mostrou ser um bom jogador, mas nem de longe ele consegue ser ofensivo e perigoso no campo do adversário como era Richard Ríos. Há muita preocupação dos atletas em marcar. Ele, aliás, é mais defensivo e do tipo que organiza o setor do que quem ataca e se torna um jogador-surpresa na frente.

Abel deve manter Facundo Torres e Sosa ao lado de Vitor Roque. Ocorre que Facundo virou um “peladeiro”, daqueles que correm atrás da bola em todos os setores do campo, brigador e que não se entrega até o apito final, mas está longe de ser técnico e capaz de conduzir o time às boas jogadas. Facundo Torres é esforçado, mas não é criativo. Está longe dessa condição. O problema é que Sosa pode se perder nesse jeito de jogar. O atacante paraguaio é mais habilidoso, mas precisa ser orientado. O Palmeiras precisa de um armador e não de mais um jogador esforçado.
Maurício não é meia
Porém, o maior problema está em Maurício, que tem feito boas partidas e gols importantes. Esses, aliás, não são os defeitos do atleta. Mas Maurício não é um meia. Ele é um atacante rápido que joga mais solto pelo meio de campo com facilidade para concluir a gol. E isso é ruim? Não. Mas Maurício está longe de ser um armador que dê ao time o que ele precisa: organização tática e técnica, cadência de jogo e mais inteligência do que correria. Para correr atrás da bola, há outros no ataque, como Vitor Roque, Sosa e Facundo. É mais do mesmo.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
Ou seja: o Palmeiras tem um elenco de muitos jogadores iguais no ataque e carece de outros que o grupo ainda não tem. Era para ser Raphael Veiga, mas não é. Isso limita as ações do treinador. Para mudar esse cenário há dois caminhos: contratar ou mudar a característica de um desses atacantes. E, convenhamos, a segunda opção é muito mais difícil. A retomada da Libertadores é importante para o Palmeiras depois da eliminação do time na Copa do Brasil.





