rajetória de Abel Ferreira no Palmeiras já não pode mais ser medida apenas pelo peso das taças. É verdade que o português coleciona títulos desde que desembarcou em São Paulo, em 2020, mas seu legado vai muito além da prateleira de troféus. Ele se transformou, na prática, em um ativo financeiro para o clube. Onde Abel toca, vira dinheiro.

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Os números são claros: sob o comando do treinador, o Palmeiras arrecadou mais de R$ 670 milhões em premiações de competições — Libertadores, Brasileiros, Copas do Brasil e até Estaduais — entre 2020 e 2024. Paralelamente, o mercado da bola também aprendeu a olhar para o Allianz Parque com outros olhos.

Vendas de atletas

Desde outubro de 2020 até agora, o clube já ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em vendas de jogadores, sendo R$ 524,7 milhões apenas em 2025. Negócios como a venda de Richard Ríos por quase R$ 195 milhões, ou a negociação encaminhada de Thalys por R$ 37,9 milhões, são apenas amostras do quanto o trabalho de Abel potencializa ativos.

Flaco López é convocado pela primeira vez pela seleção argentina: ele vai jogar ao lado de Messi / Palmeiras

Esse poder de multiplicar valores se manifesta tanto nas joias da base, como Endrick e Estêvão quanto em jogadores comprados por cifras modestas e revendidos por fortunas. Richard Ríos, por exemplo, chegou desacreditado e virou mina de ouro. Agora, o caso mais emblemático atende pelo nome de Flaco López.

Das críticas à seleção argentina

Apresentado ao Palmeiras em 2022, Flaco conviveu com desconfianças, críticas e até chacotas. Era visto como um atacante limitado, um “bonde” com sotaque.

Abel, porém, não desistiu. Apostou na paciência, deu tempo de adaptação e trabalhou individualmente o argentino para fazê-lo amadurecer. Hoje, a recompensa está aí: Flaco soma 17 gols e três assistências em 2025, já é o segundo maior artilheiro do elenco (atrás de Veiga). E nesta semana, Scaloni fez o garoto viver o auge de sua carreira ao chamá-lo pela primeira vez para a seleção da Argentina.

Abel Ferreira tem feito o papel de treinador, mas também ajudado o Palmeiras a ganhar dinheiro / Palmeiras

O impacto é duplo: esportivo e econômico. O camisa 42 entra em uma nova prateleira de valorização, ampliando seu potencial de venda e confirmando o faro de Abel em transformar atletas em ativos rentáveis. O próprio Flaco reconhece o momento como um divisor de águas: “Nem nos meus melhores sonhos eu imaginaria, mas a vida é assim, vai te surpreendendo e eu tenho de estar preparado para todos os desafios. Estou muito feliz, é o maior sonho que eu tenho no futebol.”

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Abel já havia cantado essa bola em 2024, alertando que Scaloni não tinha um jogador com as características de López na seleção argentina. Agora, a convocação confirma não só a visão do treinador, mas também sua capacidade de gerar valor onde poucos enxergavam.

Um pontificado

O “pontificado” de Abel no Verdão é um ciclo raro no futebol brasileiro: títulos, sim, mas também uma engrenagem capaz de sustentar o clube financeiramente e transformá-lo em protagonista permanente dentro e fora de campo. Um trabalho que vai além da prancheta — e que, no Palmeiras, já se traduz em um patrimônio que não se mede apenas em troféus, mas em cifras.

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