Último capitão da seleção brasileira a conquistar um Mundial, Cafu está otimista com a seleção brasileira. Ele acredita que o Brasil pode vencer a Copa no Canadá, Estados Unidos e México. O ex-jogador também defende que a presença de Neymar será fundamental para o desempenho do Brasil na competição. Mas Cafu aposta que o camisa 10 não será titular absoluto com Carlo Ancelotti.
O ex-lateral-direito tem uma relação de confiança com o técnico italiano, com quem trabalhou durante cinco temporadas consecutivas no Milan, da Itália. Juntos, os dois conquistaram seis títulos, com destaque para a Champions League de 2006/07. “Ele é um excelente treinador, um cara muito humano”, disse o capitão com exclusividade ao The Football, durante um evento num shopping center na região central de São Paulo.

Aos 55 anos, Cafu continua sendo o jogador com o maior número de partidas oficiais pela seleção brasileira. São 150 jogos e quatro Copas do Mundo com a camisa amarela. Além disso, ele é o único jogador que chegou em três finais seguidas de Mundial: 1994, 1998 e 2002. Atualmente, o ex-atleta divide seu tempo entre projetos empresariais, eventos corporativos e ações sociais.
Multicampeão em clubes
Com rigor ofensivo, o lateral-direito tinha um senso de posicionamento acima da média e desarmava sem medo. Sob o comando de Telê Santana, iniciou sua carreira numa fase gloriosa do São Paulo. Foi no Morumbi que ele conquistou duas Copas Libertadores e dois Mundiais Interclubes. Nos anos 1990, consolidou-se como um dos maiores estrangeiros da história do futebol italiano ao atuar na Roma e no Milan. Foi pela equipe milanesa que Cafu ganhou o apelido da imprensa local de “Il Pendolino”, o trem de alta velocidade.
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The Football conversou rapidamente com o capitão do penta, que confessou ser admirador do lateral-direito Wesley, que atua na mesma posição que ele na Roma e está na Copa. “Excelente jogador. Tem grande potencial”, avaliou.
The Football: O que você está achando da seleção brasileira para essa Copa?
Cafu: Estou achando uma ótima seleção e com possibilidade de ganhar o Mundial de 2026. Não é fácil, mas eu vejo o Brasil com grandes possibilidades.
Você atuou muito tempo na Itália e trabalhou com Carlo Ancelotti. Como foi trabalhar com ele?
Trabalhei com ele durante cinco anos. Um excelente treinador: um cara humano, um treinador que entende o que está fazendo, um profissional honesto. Isso é muito bom. Tenho certeza de que ele dará um padrão para a seleção brasileira.
O que você acha do Wesley, que é lateral-direito e jogador da sua posição?
Acho ótimo, excelente jogador. Vejo o Wesley com grande potencial e está desempenhando um grande papel na Roma. Hoje, ele se tornou uma das peças fundamentais da equipe italiana. Espero que ele possa explorar todo esse potencial na seleção brasileira.
O que você acha do Casemiro como capitão do Brasil? Você acha que ele está amadurecido?
Está bastante maduro. Tanto o Casemiro quanto o Marquinhos. Eles são dois líderes, duas pessoas que podem liderar a seleção para trazer o hexa para nós (Ancelotti vai dar a braçadeira de capitão para Marquinhos).
Você atuou durante muito tempo na Itália. Já é a terceira Copa que a Azzurra não se classifica. O que precisa fazer para mudar isso?
A Itália é um mercado grande no futebol europeu. Infelizmente, não se classificou para três Mundiais, os últimos três, mas não deixa de ser uma grande Itália. Talvez mudar a mentalidade, a qualidade dos jogadores… Isso tudo influencia bastante. Acho que só a Itália sabe o que precisa fazer para estar numa próxima Copa do Mundo.
Você acredita que, mesmo lesionado, o Neymar continua sendo uma opção importante para o Brasil?
É sempre muito importante. A presença do Neymar gera uma importância muito grande para todo elenco: faz com que todo mundo corra, jogue… Acho que o fato de ele estar lá já é positivo para a seleção brasileira.





